Artigo - Como a transformação digital pode eliminar custos nas operações logísticas

A pandemia impôs uma nova realidade para empresas e pessoas. Em meio a tantos desafios, é imprescindível reinventar-se e, não apenas isso, mas controlar cada processo, de modo que não surjam mais surpresas e entraves do que os enfrentados nos últimos meses. É justamente nesse ponto que a logística integrada pode fazer a diferença.

Ficou no passado a ideia de que a logística é responsabilidade de um único departamento. Hoje, a logística é uma área estratégica, diria até vital, em empresas que desejam manter-se competitivas.

A pesquisa CEO Outlook 2020, realizada pela empresa KPMG e que entrevistou CEOs brasileiros e internacionais, abordou a disrupção causada pela pandemia nas cadeias de suprimentos globais. Nesse sentido, 87% dos brasileiros entrevistados e 67% dos CEOs internacionais afirmaram que repensariam a abordagem para lidar com este novo cenário. Para 32% dos CEOs globais, o caminho é que as empresas adotem metodologias mais ágeis “para responder às mudanças nas necessidades dos clientes”.

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Quando o processo logístico funciona como um sistema interconectado e devidamente ajustado, reduz-se o desperdício de tempo, de trabalho e de dinheiro. Para isso acontecer, por trás de tecnologias modernas há pessoas capacitadas que planejam, executam e monitoram cada etapa até o produto chegar às mãos do consumidor final. A partir disso, além de permitir que os processos funcionem de forma dinâmica, a logística integrada ajuda a conter os custos.

Ao longo de toda a cadeia produtiva são geradas informações que, compartilhadas, ajudam a traçar as melhores estratégias de entrega para um produto. Sabemos que há pessoas por trás do nosso negócio. E que em cada entrega, em cada máquina, existe uma história. Então, ajudamos a conectar essas pessoas a seus sonhos e a seus projetos.

Transformação digital para todas as empresas

Segundo o relatório da KPMG, "o progresso da digitalização das operações e a criação da próxima geração do modelo operacional foram acelerados em questão de meses", devido à pandemia do novo coronavírus. A afirmação foi feita por 40% dos diretores brasileiros entrevistados. Ao nível global, a porcentagem chegou a 50%.

Além disso, para 27% dos brasileiros, "houve um avanço tão drástico que colocou seus negócios anos à frente do que esperavam estar hoje", aponta o relatório. A pesquisa constatou que 67% dos CEOs brasileiros e 75% das lideranças globais vivenciaram “uma aceleração representativa na criação de uma experiência digital perfeita para o cliente”.

Com a área da logística, contudo, não poderia ser diferente. A transformação fez com que o setor logístico alcançasse um novo público de empresariado, abrangendo desde os pequenos negócios até as grandes corporações. As grandes corporações são nossos clientes. Mas, a partir do momento que o comércio eletrônico cresceu, pequenos negócios começaram a nos contratar.

Como forma de acelerar os processos logísticos de forma digital, é possível destacar o TradeLens – plataforma de mercado aberta com tecnologia Blockchain, desenvolvida em conjunto pela Maersk e IBM – que promove a troca de informações de modo eficiente, transparente e seguro, de modo a para fomentar uma maior colaboração na cadeia de fornecimento global. Atualmente, a plataforma é integrada a mais de 220 organizações, com dados de mais de 10 transportadoras marítimas e mais de 600 portos e terminais ao redor do mundo.

Outro projeto inserido nos portos brasileiros foi o “Porto sem Papel” (PSP), visando facilitar a análise e liberação de mercadorias, gerando uma economia de mais de 3,1 bilhão de reais por ano. No PSP, todas as informações podem ser acessadas por meio do Documento Único Virtual (DUV), tornando a gestão de processos mais rápida e segura, além de contribuir para a otimização dos processos nos setores portuários.

Tecnologia verde em larga escala

Em relação às tendências para o futuro, vale destacar uma das tecnologias mais promissoras do momento: a tecnologia verde. Há muito o que ser feito para digitalizar uma das indústrias mais tradicionais e antigas do mundo, a exemplo da logística. Além disso, existe uma grande demanda do mercado global em obter soluções e alternativas sustentáveis.

O principal desafio para o mercado, contudo, é tornar essas soluções mais acessíveis, de modo que possam ser escaladas ao nível global. Apesar disso, estamos liderando esse processo, enxergando os desafios como a nossa principal motivação para nos tornarmos, inclusive, neutros em carbono até 2040.

Acreditamos que a revolução verde está acontecendo na logística, tendo a tecnologia como principal aliada, como podemos constatar ao utilizar o blockchain e a inteligência artificial para otimizar a cadeia de suprimentos — tornando-a mais rastreável, transparente e resiliente.

Diante das inúmeras possibilidades que esse cenário nos proporciona, acreditamos no avanço e na ampliação da digitalização do setor logístico. Esse é um objetivo de médio a longo prazo que certamente irá democratizar o acesso a logística mais integrada, desburocratizando a vida das pessoas.

Marcus VolochMarcus Voloch é diretor-geral da Aliança


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