Arábia Saudita retomará nível de produção até fim de setembro, diz ministro da Energia

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O ministro da Energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, minimizou as repercussões do ataque do último sábado contra instalações da Saudi Aramco sobre o fornecimento global de petróleo e afirmou que a produção saudita estará normalizada até o fim de setembro.

“Nos últimos dois dias, já restauramos 50% da perda na produção decorrente do ataque”, disse Abdulaziz, em entrevista coletiva.


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Com isso, a avaliação do ministro é de que não haverá impacto no fornecimento do petróleo saudita a clientes. “Os clientes terão fornecimento integral de petróleo em setembro”, afirmou o ministro saudita. Ele classificou o ataque de sábado como “terrorista” e declarou que o mercado doméstico também não sofreu impactos.

A produção diária de petróleo caiu em 5,7 milhões de barris por dia, relatou o Abdulaziz. Ainda assim, ele espera que o ritmo de produção esteja restabelecido em 11 milhões de barris por dia até o fim deste mês.

Motivos do ataques

Segundo o ministro, as Autoridades sauditas ainda investigam a autoria do ataque contra as instalações da Aramco. “Ainda não sabemos o motivo e quem está por trás do ataque”, declarou Abdulaziz.

Já autoridades americanas dizem ter provas de que o Irã realizou o ataque com mísseis disparados de seu próprio território. Teerã nega qualquer envolvimento e acusa os EUA de tentar desestabilizar negociações iranianas com outros países ainda signatários do acordo nuclear.

Enquanto isso, países europeus condenaram o ataque de sábado, mas não atribuíram culpa ao Irã, com a União Europeia tentando reduzir as tensões e pedindo que os fatos sejam esclarecidos antes de eventuais medidas.

IPO da Saudi Aramco

O ministro também disse que o plano da petroleira Saudi Aramco de abrir capital no mercado de ações não foi afetado pelo ataque. O CEO da petroleira, Amin H. Nasser, reforçou que a preparação para o IPO da empresa segue em curso e deve ocorrer nos próximos 12 meses, em linha com as condições de mercado.

Fonte: Valor

 






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