SÃO PAULO Boas condições climáticas na maior parte do Brasil devem elevar a produtividade média das lavouras de grãos e recuperar as perdas da safra passada. Diante desta perspectiva, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou novamente sua estimativa para a colheita nacional em 2016/17. A previsão do quarto levantamento da temporada,
divulgado hoje, é de 215,3 milhões de toneladas, 1,08% mais que o previsto em dezembro.
Se confirmada, esta safra será recorde e 15,3% superior a de 2015/16, quando problemas climáticos fizeram a colheita ser de “apenas” 186,7 milhões de toneladas.
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O forte crescimento na produção devese quase que exclusivamente à previsão de produtividade, uma vez que a área de plantio praticamente concluída cresceu apenas 1,3%, segundo a Conab, para 59,1 milhões de hectares. A produtividade média prevista para todos os grãos em 2016/17 é de 3.644 quilos por hectare, 13,9% mais que em 2015/16.
O carrochefe da agricultura nacional, a soja, deve alcançar uma produção também recorde de 103,8 milhões de toneladas, com aumento de 1,4% sobre a expectativa de dezembro e de 8,7% ante 2015/16. A área de plantio cresceu 1,6% de acordo com o órgão.
O milho de primeira safra, que assim como a soja, está em desenvolvimento, deverá alcançar 28,4 milhões de toneladas, com um aumento de 9,9% frente à 2015/16 e ampliação de 3,2% na área.
O feijão primeira safra também destacase no quarto levantamento da Conab, mostrando um crescimento de 25,7% na comparação entre as temporadas, para 1,3 milhão de toneladas. Mas é importante ressaltar que o cultivo de feijão no ano passado foi muito prejudicado pelo excesso de chuvas e, por isso, os preços do grão subiram vertiginosamente, incentivando o cultivo nesta safra.
Algodão e arroz tiveram redução de área, devido a substituição pelo cultivo de soja, o que não ocorreu com as demais culturas de primeira safra.
(Fonte: Valor Econômico/Fernanda Pressinott, Bettina Barros e Kauanna Navarro)