Empresas de máquinas para grandes obras mantêm equipamento parado

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Um grupo de dez companhias que importam equipamentos para grandes obras tem hoje quase 50 máquinas paradas em seus pátios, segundo empresários do setor.

Estão entre as maiores do segmento de içamento e transportes, engenharia de fundações e geotecnia, que atende obras como construção de parques eólicos, refinarias e infraestrutura em geral.

"Essas são empresas que fazem importação definitiva de equipamentos novos. Mas estão sofrendo concorrência predatória de outras que fazem importação temporária e, por isso, têm tributação muito inferior", afirma José Bastazini, consultor de sindicatos do setor.

A admissão temporária de máquinas que são posteriormente alugadas no país está em conformidade com a legislação, segundo Claudia Maluf, sócia do escritório Demarest, que trabalha com a modalidade.

"Quem nacionaliza o bem definitivamente paga integralmente os tributos que incidem sobre a importação, como IPI, PIS, imposto de importação, Cofins e ICMS. Quem deixa aqui por poucos anos paga o proporcional."

A importação definitiva pode sair até 110% do valor do bem adquirido, segundo Guilherme Bueno, sócio da Emit e da Eleva Brasil, que já praticou admissão temporária.

"Como a carga é muito alta no país, muitas vezes, o temporário pode solucionar. Grandes empresas que tinham a cultura de comprar, imobilizar e depreciar agora estão sofrendo", diz.

A Saraiva Equipamentos investiu em 25 máquinas na expectativa de atuar em obras do PAC, mas tem agora 40% delas disponíveis, segundo Ricardo Teixeira, diretor.

"O governo sinalizou que deveríamos nos estruturar para os projetos. Treinamos mão de obra e investimos."

Situação semelhante aconteceu no grupo Tomé, de acordo com o diretor Washington Moura.

Fonte: Folha de S.Paulo






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