Indefinição política pesa sobre futuro da petroleira, avalia UBS

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Analistas do UBS consideraram os dados apresentados na segunda-feira pela Petrobras, em evento com investidores, realizado em São Paulo, como positivo para o caso de investimento da empresa, por indicarem que o processo de desalavancagem está em curso, assim como o processo de venda de ativos. Mas existe um componente político que deve ser considerado. O banco manteve a recomendação para as ações preferenciais em neutro e preço-alvo em R$ 19,50.

"Acreditamos que o caso de investimento da Petrobras é sólido, com valor atrativo em relação aos seus pares, mas a principal dúvida em nosso cenário é em relação a continuidade, diante do potencial de mudança de opinião do acionista majoritário após as eleições de 2018", afirmaram, em relatório, Luiz Carvalho e Gabriel Barra.


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Eles destacaram que a Petrobras está bem encaminhada para expandir a produção de petróleo, com a entrada em operação de seis unidades ainda neste ano, apenas aguardando a chegada de plataformas marítimas de produção e armazenamento de petróleo e gás (FPSO, na sigla em inglês). "Nós vemos o portfólio de ativos de exploração e produção como bastante competitivos globalmente", afirma trecho do relatório.

Os analistas também consideraram positivo os esforços da Petrobras de reduzir a alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), para 2,5 vezes em 2018, com uma dívida líquida de US$ 69 bilhões.

Também em relatório com base no encontro de segunda-feira, o Itaú BBA estimou que o Ebitda da Petrobras deve totalizar US$ 27,6 bilhões neste ano. O banco manteve a recomendação para as ações preferenciais em neutro e o preço-alvo em R$ 27,00.

A estimativa foi feita assumindo o objetivo de atingir dívida líquida de US$ 69 bilhões e uma relação entre a dívida líquida e o Ebitda fique em 2,5 vezes no ano. Ela representaria um crescimento de 15% em relação ao resultado de 2017.

"Isto [valor] não está distante dos atuais resultados da Petrobras, uma vez que o Ebitda totalizou US$ 16 bilhões no primeiro semestre", diz trecho do relatório assinado pelo analista André Hachem. Ele ressalta que, diante das contestações jurídicas feitas a algumas iniciativas de venda de ativos, o processo de desalavancagem exigirá que a Petrobras produza um Ebitda elevado.

Fonte: Valor






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