Rio. A Petrobras concluiu a contratação do programa de seguro de seus principais ativos onshore e offshore, considerado o maior do Brasil e um dos maiores do mundo entre as petrolíferas. O valor total do prêmio é de aproximadamente US$ 40 milhões (cerca de R$ 130 milhões), montante 50% inferior ao pago anteriormente.
Para reduzir os custos do valor do prêmio à metade em relação ao seguro do ano anterior, a estatal petrolífera brasileira reduziu os riscos para as seguradoras, aumentando o valor da franquia dos ativos.
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Valores
Conforme a Petrobras, os ativos segurados offshore (exploração e produção de petróleo no mar) como plataformas totalizam aproximadamente US$ 30 bilhões e os onshore em terra como refinarias, e oleodutos totalizam cerca de US$ 140 bilhões.
Consórcio vencedor
Segundo a companhia, o consórcio vencedor da licitação para as apólices do programa nacional de seguros é formado pela seguradora americana Chubb, a japonesa Tokio Marine e a hispano brasileira BB Mapfre, o mesmo consórcio do ano anterior.
Riscos
"A redução no valor do prêmio é resultado de uma opção estratégica de maior retenção de riscos por parte da Petrobras, com o aumento das franquias, e da separação das apólices por ativos onshore e offshore", explicou, em nota, a Petrobras, ao informar que o contrato terá duração de 18 meses, a partir de 1º de dezembro, prorrogáveis por mais 18 meses.
ANÁLISE
Bovespa cai 1,06%; dólar sobe
Sem a referência da Bolsa de Nova York, que permaneceu fechada por causa do Ano-Novo, a Bolsa brasileira operou em queda e com baixo volume de negócios no primeiro pregão de 2017. Os mercados acionários também não funcionaram em outras praças importantes ontem (2), como Londres, China e Japão. O Ibovespa fechou em baixa de 1,06%.
As ações da Petrobras caíram 1,41% (PN) e 2,42% (ON). Os papéis da Vale perderam 2,09% (PNA) e 2,41% (ON). No setor financeiro, Itaú Unibanco PN recuou 0,88%; Bradesco PN, -0,68%; Bradesco ON, -1,09%; Banco do Brasil ON, -1,95%; Santander unit, -0,10%; e BM&FBovespa ON, -1,33%.
Também influenciado pela baixa liquidez, o dólar seguiu o movimento no exterior e subiu ante o real. A moeda americana à vista subiu 0,86%, a R$ 3,2825; o dólar comercial avançou 1,01%, a R$ 3,2850.
O mercado de juros futuros terminou o primeiro pregão do ano em queda. O contrato de DI para janeiro de 2018 caiu de 11,540% para 11,450%; o contrato de DI para janeiro de 2021 recuou de 11,340% para 11,210%; e o contrato de DI para janeiro de 2026 cedeu de 11,660% para 11,440%.
Fonte: Gazeta do Povo (PR)