RIO A Petrobras informou que “não procede qualquer informação” sobre a venda da refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, para a francesa Total.
A informação está no site do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (SindipetroBA), coordenado pelo sindicalista Deyvid Bacelar, exmembro do conselho de administração da estatal.
Em caráter de denúncia, o SindipetroBA informou que a intenção da estatal era negociar todo o sistema logístico da RLAM, incluindo o terminal de Madre de Deus e as tubovias interligadas à refinaria.
Em dezembro, a Petrobras anunciou a venda de um pacote de ativos na área de exploração e produção e gás energia, por US$ 2,2 bilhões, incluindo uma série de unidades na Bahia. Na negociação, foram incluídas também o compartilhamento do uso do terminal de gás natural liquefeito (GNL) da Baía de Todos os Santos e o desinvestimento de 50% das termelétricas Rômulo de Almeida e Celso Furtado.
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O acordo incluiu também a venda de uma fatia de 22,5% da concessão de Iara (campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu) e 35% do campo de Lapa (BMS9), também no présal da Bacia de Santos.
Em outubro do ano passado, na ocasião da divulgação do memorando de entendimentos entre as duas petroleiras para possíveis desinvestimentos e parcerias nas áreas de exploração e produção e no “downstream” (refino e gás e energia), o presidente mundial da Total, Patrick Pouyanné, destacou que, num primeiro momento, o foco da empresa francesa estava direcionado para oportunidades nos negócios de gás e energia.
Naquela mesma ocasião, contudo, o diretor de Refino e Gás da Petrobras, Jorge Celestino, sinalizou que a intenção da empresa não era vender ativos de refino separadamente. Ele disse que a companhia avaliava criar uma empresa que ficaria com as unidades de refino e logística, separandoa dos ativos de distribuição. Em um segundo momento, a estatal venderia uma participação nessa empresa para um parceiro.
Fonte: Valor Econômico