SÃO PAULO O mundo produziu 1,63 bilhão de toneladas de aço bruto em 2016, informou nesta quartafeira a Worldsteel Association, a entidade que reúne informações do setor siderúrgico de 66 países. Sobre o ano anterior, a alta foi de 0,8%.
O aumento ocorreu mesmo com o atual excesso de capacidade global próximo a 780 milhões de toneladas. A China, grande responsável por esse excesso, foi também essencial no crescimento em 2016: sua produção avançou 1,2%, para 808,4 milhões de toneladas. O país elevou levemente sua participação no volume mundial, de 49,4% para 49,6%.
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Na Ásia fora os chineses, foram fabricadas 306,7 milhões de toneladas, incremento de 2,5%. A Índia contribuiu com o desempenho, elevando em 7,4% sua produção, para 95,6 milhões de toneladas.
Além disso, os Estados Unidos produziram 78,6 milhões de toneladas no ano passado, 0,3% a menos. A Rússia também ficou praticamente estável, com leve recuo de 0,1%, para 70,8 milhões de toneladas.
O Brasil, produzindo 30,2 milhões de toneladas de aço bruto, perdeu importância e ficou em nona colocação no ranking de maiores países na siderurgia global, sendo ultrapassado pela Turquia. O país atendeu por 1,85% da produção internacional, ante 2,06% em 2015.
Levando em conta apenas dezembro, a Worldsteel informou que as siderúrgicas fabricaram 134,1 milhões de toneladas, 5,5% a mais em comparação anual e aumento de 1,3% sobre novembro. Só na China, houve crescimento de 3,2% sobre dezembro de 2015 e de 1,4% em relação a novembro, para 67,2 milhões de toneladas.
O Japão produziu 8,7 milhões de toneladas em dezembro, alta de 15% na comparação anual e de 1,1% na mensal. A Ásia como um todo, excluindo a China, produziu 25,4 milhões de toneladas no mês passado, avanços de 6,3% e de 2,7%, respectivamente.
Além disso, os dados da Worldsteel mostram a aceleração do ritmo nos EUA. Em dezembro, foram 6,6 milhões de toneladas produzidas, forte incremento de 11% na comparação anual e de 6,3% perante novembro. Na Rússia, as altas foram de 8% e 4%, nesta ordem, para 6,2 milhões de toneladas.
Esse nível produtivo fez as usinas dos 66 países que a associação acompanha terminarem o ano com 69,3% de uso de capacidade média, ante 69,7% no ano anterior. Em dezembro, o índice foi de 68,1%, 2,8 pontos percentuais acima do mesmo mês de 2015.
Fonte: Valor Econômico