A Trafigura, uma das maiores empresas do mundo no comércio de matérias-primas e logística, tem interesse em adquirir ativos na cadeia de suprimento do minério de ferro no Brasil, mas sem pressa, conforme o Valor apurou. A "trading'' é a segunda maior negociante global de metais e a terceira de petróleo. Sua receita foi de US$ 127,6 bilhões em 2014, só atrás de Glencore e Vitol, entre as independentes.
Mesmo com linhas de financiamento disponíveis de US$ 46,2 bilhões, a Trafigura está cautelosa porque o Porto Sudeste, um investimento de US$ 2 bilhões em joint venture com o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, ainda precisa de licença para operar. O porto fica próximo a uma base da Marinha e a autorização das autoridades navais está demorando mais que o previsto. Além disso, o ritmo dependerá do mercado, que enfrenta queda de preço pelo excesso de produção, particularmente na Austrália.
Fonte: Valor Econômico/Assis Moreira | De Genebra
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