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Riscos da mudança climática nos portos: estratégias de adaptação para o setor

PUBLIEDITORIAL  
Com o aumento dos eventos climáticos extremos, os portos enfrentam riscos sem precedentes, tornando a adaptação climática uma necessidade urgente para evitar interrupções nas operações, além das questões sociais, ambientais e econômicas. O desenvolvimento de planos de adaptação para reduzir os riscos climáticos é uma tendência crescente para os portos. O Brasil, com suas regiões costeiras vulneráveis, precisa acelerar sua resposta, pois a mudança climática é um problema crescente. Desde 2020, a Associação Mundial de Infraestrutura de Transporte Aquaviário (PIANC) tem publicado diretrizes e recomendações para o setor. No entanto, muitos países (incluindo o Brasil) ainda estão adotando ações tímidas diante de uma ameaça que já é uma realidade.

A tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, ocorrida em 2024, evidenciou os graves danos à infraestrutura portuária e a tragédia humanitária, com 184 mortes, 25 desaparecidos e mais de 800 mil afetados. Segundo a Avaliação dos Efeitos e Impactos, de novembro de 2024, do Governo Federal, o setor portuário gaúcho registrou prejuízos de R$ 156,2 milhões, principalmente com dragagem e limpeza. O acúmulo de sedimentos nas hidrovias e na Lagoa dos Patos reduziu a capacidade operacional dos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, além de 18 instalações privadas.

Os impactos do aquecimento global, fator chave no desencadeamento de efeitos em cascata, já foram previstos pela ciência há anos no Brasil. Uma nota técnica de 2024 do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Nacionais (Cemaden) e do Ministério da Ciência e Tecnologia, por exemplo, mostra a cronologia de pesquisas sobre o risco de enchentes no Brasil, com foco em inundações bruscas e deslizamentos de terra. Desde 2015, estudos alertam para a vulnerabilidade do país a desastres naturais, especialmente no Sul e Sudeste, com o aumento de chuvas extremas. Nathan Debortoli, Gerente de Projetos de Risco Climático e Adaptação da Ausenco, enfatiza que "há necessidade urgente de agir para adaptar a infraestrutura existente, considerando que em 2024 já ultrapassamos a meta do Acordo de Paris, que visava limitar o aquecimento a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais".

O custo das paralisações portuárias é substancial. Uma pesquisa global da NavClimate (2018-2019) revelou que 28% dos eventos extremos geraram paralisações de mais de 24 horas. Em 26% dos casos, os danos operacionais superaram US$ 100 milhões. Além disso, 10% dos portos que responderam à pesquisa registraram custos de reparo na infraestrutura acima de US$ 1 milhão, quantificando a magnitude das perdas por eventos climáticos e inatividade portuária.

A solução da Ausenco para impactos das mudanças climáticas nos portos

A Ausenco oferece uma solução holística para os impactos das mudanças climáticas em operações portuárias, indo além do fornecimento de dados técnicos. Com base em protocolos internacionais, a empresa realiza diagnósticos climáticos completos, identifica áreas de risco e desenvolve planos de adaptação estruturados, incorporando estratégias de planejamento, infraestrutura e soluções baseadas na natureza.

A abordagem se aplica às organizações públicas e privadas, considerando diversos interesses. A equipe também auxilia no cumprimento da Lei 14.904, de junho de 2024, que estabelece diretrizes para a criação de planos de adaptação climática em níveis nacional, estadual e municipal. Isso fortalece o alinhamento do setor portuário aos padrões internacionais de sustentabilidade, cada vez mais exigidos por investidores e organizações multilaterais.

Nathan Debortoli conclui: "Adaptar-se às mudanças climáticas não é mais uma escolha — é uma urgência necessária para proteger vidas, empregos e a viabilidade do setor portuário brasileiro. O momento de agir é agora."

 






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