Além da recente incorporação da PB-Log, um dos principais projetos para expansão das atividades é o segmento de navegação interior, que concentra mais de R$ 600 milhões de investimentos para construção de 18 barcaças e 18 empurradores
A Transpetro reafirmou na Navalshore 2026 que vislumbra novas possibilidades de atendimento a clientes externos, além do sistema Petrobras, por meio de melhorias da infraestrutura atual e dos programas de ampliação da capacidade operacional, como o Mar Aberto, de renovação da frota do Sistema Petrobras. A aposta está num modelo de multimodalidade, integrando o transporte marítimo, dutos e terminais, além dos investimentos em navegação interior e logística rodoviária. Outra estratégia está nos monitoramentos das atividades por meio dos centros de controle avançados, a fim de garantir mais eficiência e competitividade da empresa no mercado.
O diretor de transporte marítimo da Transpetro, Jones Soares, disse que a empresa está retomando investimentos e ampliando opções logísticas para os clientes, ingressando em novos modais de transporte. “A Transpetro hoje cada vez mais é uma empresa multimodal. Você consegue ter um serviço prestado não só para a Petrobras, mas para qualquer cliente que esteja interessado. Estamos preparados para qualquer coisa ligada a serviço de transporte que envolva duto, terminal, navegação interior, navegação de longo curso, navegação de cabotagem e navegação de alívio”, elencou durante apresentação no segundo dia da Navalshore.
A empresa atualmente conta com uma frota com 32 navios que prestam serviços de transporte marítimo na cabotagem brasileira, na navegação de longo curso e também no alívio de plataformas. No programa Mar Aberto, a Transpetro já tem encomendados 4 petroleiros classe Handy, 8 gaseiros e 4 MR1 (medium range 1), que vão ampliar a frota de navios da companhia.
Há também em curso investimentos de R$ 2 bilhões na construção de nove navios aliviadores de posicionamento dinâmico (DP), na Coreia do Sul. “A capacidade de cabotagem da Transpetro, com essa nova frota que entra nos próximos anos com o programa Mar Aberto, aumenta a capacidade logística na cabotagem brasileira em 83%. A frota sobe de 26 navios próprios para 42 navios próprios”, projetou Soares. “Com os navios de cabotagem e navios DP2, vai triplicar essa capacidade de atendimento aos serviços logísticos”, acrescentou.
A Transpetro também incorporou da Petrobras a subsidiária da PB-Log, atualmente denominada TP-Log, que possui ativos ligados ao apoio marítimo. “Tem uma outra característica que a Transpetro começa também a entrar, que é o serviço de apoio marítimo, também ligado a toda essa logística de transporte de material, de combustível para as plataformas e também ela presta serviços nas questões ligadas a emergências”, lembrou o diretor.
Na apresentação, a gerente executiva de integração logística da Transpetro, Adriana Andrade, ressaltou que o crescimento da empresa está associado à retomada de investimentos, ao aumento da capacidade logística no mar e à multimodalidade. Ela considera que o principal projeto, nessa visão multimodal, é o de navegação interior, que concentra mais de R$ 600 milhões de investimentos para a construção de 18 barcaças e 18 empurradores.
“São 36 embarcações para fornecimento de bunker nos principais portos brasileiros. Começamos este ano no porto do Rio de Janeiro (RJ) e avançamos para Belém (PA) e Santos (SP) no próximo ano. Esse projeto começa com fornecimento de bunker e é ampliado para ter mais entregas de combustíveis no país”, resumiu Adriana.
