Não é novidade que certas intervenções no governo foram traumáticas, como a contenção dos preços dos combustíveis – boa para o povo, a curto prazo, mas ruim para as contas da Petrobras. Em portos, está para vir um turbilhão, com centenas de ações na justiça dos velhos terminais, que já eram obrigados a contratar mão-de-obra sindicalizada para atuar a bordo (estiva) e foram obrigados, pela nova lei, a usar pessoal dos sindicatos também no cais (capatazia), enquanto os novos terminais podem admitir qualquer cidadão, sem imposição alguma. Essa injustiça vai ser decidida por juízes, bem intencionados mas desconhecedores das questões portuárias.
Na área elétrica vem aí novo choque: a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) estaria em conversações com grandes distribuidoras, para acionar o governo na justiça. Alegam que, se entrarem em vigor novos sistemas de medição de qualidade do serviço, praticamente nenhuma distribuidora terá reajuste. E a inflação de 6% ao ano eleva os custos dessas companhias, especialmente porque, em mão-de-obra, os reajustes dados aos funcionários superam a inflação.
Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
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