BRASÍLIA - O setor manufatureiro nacional ficou mais ocioso, reduziu o número de funcionários e teve uma queda expressiva de faturamento em abril, de acordo com a pesquisa “Indicadores Industriais”, divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A utilização da capacidade instalada (UCI) da indústria brasileira caiu 0,2 ponto percentual entre março e abril, com ajuste sazonal, para 80,6%. Na comparação com abril de 2014, quando o uso da capacidade foi de 81,1%, na série com ajuste sazonal, houve queda, portanto, de 0,5 ponto percentual. Sem ajuste, o índice de abril ficou também em 80,6%. Esse resultado, segundo a CNI, reforça o cenário de contração da atividade industrial e sugere grande ociosidade no parque fabril.
As horas trabalhadas seguiram a mesma trajetória. O indicador, na série dessazonalizada, recuou 0,7% frente a março e caiu 9,6% ante o quarto mês de 2014. O nível de emprego caiu 1% entre março e abril. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda foi de 4,8%.
O faturamento real do setor em abril também recuou, interrompendo duas altas seguidas. A redução foi de 6,4% ante março e de 10,3% em comparação com abril de 2014.
Assim como o emprego, os indicadores de renda do trabalho na indústria diminuíram em abril. A massa salarial real caiu 1,7% entre março e abril e diminuiu 5,6% ante o mesmo mês de 2014. O rendimento médio real, por sua vez, encolheu 0,7% entre o terceiro e quarto mês deste ano e retrocedeu 0,8% entre os meses de abril de 2014 e 2015. Ambos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Fonte: Valor Econômico/Lucas Marchesini
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