NOVA YORK - Os preços do petróleo subiram para os maiores níveis de 2015 nesta quarta-feira após dados divulgados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos mostrarem desaceleração no crescimento dos estoques americanos da commodity.
O contrato do WTI para entrega em junho fechou em alta de US$ 1,52, ou 2,7%, a US$ 58,58 o barril na Nymex, em Nova York. Esse é o maior preço desde 11 de dezembro. Em Londres, o Brent de mesmo vencimento subiu US$ 1,20, ou 1,9%, para US$ 65,84 o barril na ICE Futures Europe, o maior patamar desde 9 de dezembro.
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram o equivalente a 1,9 milhão de barris, totalizando 490,912 milhões de unidades, na semana passada, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento de Energia do país. A expansão foi menor que a esperada por analistas consultados por “The Wall Street Journal”, que projetavam alta de 2,8 milhões de barris.
“Os dados de hoje oferecem mais evidências de que o crescimento nos estoques de petróleo dos Estados Unidos está começando a desacelerar, apesar de ainda levar algum tempo até os estoques começarem a cair”, diz a Capital Economics, em nota.
Os estoques americanos de petróleo estão crescendo há 16 semanas consecutivas, aumentando a produção doméstica e contribuindo para o excesso de oferta que derrubou os preços em 2014.
Os estoques em Cushing, Oklahoma, local de entrega dos contratos do WTI, caíram pela primeira vez em 21 semanas, após atingirem as máximas nas últimas semanas, preocupando os investidores. Na semana encerrada em 24 de abril, os estoques em Cushing caíram em 500 mil barris, para 61,7 milhões de unidades.
“O principal número é o de Cushing”, disse Bob Yawger, diretor da divisão de futuros do Mizuho Securities USA Inc. Os estoques de Cushing “estavam incansavelmente batendo recordes nas últimas semanas”, disse ele. “Finalmente temos uma pausa”.
Ainda assim os estoques americanos de petróleo estão nos maiores níveis em mais de 80 anos. “Você tirou uma colher de chá de Cushing? Grande coisa”, disse Donald Morton, vice-presidente sênior da Herbert J. Sims & Co. “Há um excesso de petróleo em todo o mundo. Os dados não dão suporte a um rali de longo prazo”.
Outro dado importante do setor é a produção de petróleo dos EUA, que subiu em 7 mil barris por dia na semana passada, atingindo a máxima de décadas. A produção havia recuado em três das últimas cinco semanas. Além disso, a utilização das refinarias subiu menos que o esperado. “Não estão queimando barris suficientes para eliminar toda o estoque de petróleo acumulado”, disse Yawger, do Mizuho. “Mas estão chegando perto”.
(Fonte:Valor Econômico/Dow Jones Newswires)
PUBLICIDADE