Com o preço do petróleo derretendo, as maiores empresas de petróleo do mundo tiveram resultados melhores que o esperado no primeiro trimestre graças a operações no mercado financeiro.
Empresas como BP, Shell e Total foram beneficiadas por pesadas operações de compra e venda de petróleo nos mercados futuros. Talvez isso explique a melhora na cotação da commodity este mês.
As operações de refino e os cortes de custos também ajudaram a inflar os ganhos, embora tenha consequências negativas no médio e longo prazo.
O petróleo bruto do tipo Brent, referencial global, está sendo negociado em torno de 40% de seu pico de 2014. E, por vezes, em níveis até mais baixos do que isso na maior parte do primeiro trimestre.
Para compensar o encolhimento dos ganhos, os operadores recorreram a operações de arbitragem entre o preço à vista do petróleo bruto e as cotações mais elevadas dos contratos futuros.
As empresas, porém, evitam falar sobre o tema. Brian Gilvary, diretor financeiro da BP e ex-chefe do braço de negociação de valores da petrolífera britânica, por exemplo, recusou-se a comentar o assunto semana passada, quando perguntado sobre os lucros da divisão de negociações da empresa, além da informação que ela teria registrado alta entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões no primeiro trimestre. No geral, porém, o lucro líquido da empresa caiu 40%.
A Shell foi igualmente reticente. A empresa limitou-se a informar que as negociações de valores ligados ao petróleo aliviaram o golpe dos preços baixos, mas não revelou em quanto. Seu lucro líquido cresceu 7% no primeiro trimestre.
O diretor financeiro da petrolífera, Simon Henry, disse que a divisão de negociação de valores “agregava valor” à produção de petróleo e gás natural.
Fonte: Monitor Mercantil
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