O conglomerado industrial alemão Thyssenkrupp anunciou um lucro líquido no primeiro trimestre do ano fiscal de 2017, encerrado em 31 de dezembro de 2016, de 8 milhões de euros, revertendo prejuízo de 23 milhões de euros entregue no mesmo intervalo um ano antes. O número é atribuível aos acionistas controladores da companhia.
A receita líquida no trimestre fiscal foi de 10,1 bilhões de euros, crescimento de 5,6% também na base de comparação anual, segundo o balanço divulgado hoje.
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De acordo com a empresa, o resultado foi impulsionado pelo crescimento contínuo da maioria dos negócios de bens de capital, embora o lucro entregue no intervalo tenha ficado abaixo da previsão de analistas, que esperavam ganho líquido de 92 milhões de euros, conforme pesquisa feita pelo “The Wall Street Journal”.
O lucro antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês) ajustado subiu 40% em relação ao ano anterior, para 329 milhões de euros, com o crescimento dos lucros nas unidades de elevadores e autopeças especializadas. Ambas tiveram um incremento de 6% no Ebit ajustado, para 215 milhões de euros e 75 milhões de euros, respectivamente.
O crescimento de ganhos no negócio de bens de capital foi em parte ofuscado pela unidade de soluções industriais, responsável por produtos desde fábricas de químicos a navios militares e que registrou declínio de 54% no Ebit ajustado, para 42 milhões de euros.
As operações de materiais da companhia, incluindo o negócio de aço pesado, tiveram desempenhos mistos. De um lado, na unidade de materiais especiais, que fabrica produtos de carbono e aço inoxidável, o Ebit ajustado mais do que dobrou, para 51 milhões de euros, ajudado por tendências positivas de preços e medidas de reestruturação.
Além disso, a unidade de aço da empresa no Brasil também apresentou melhoria nos ganhos devido à recuperação dos preços, levando as atividades da América do Sul a um Ebit ajustado de 37 milhões de euros, ante resultado antes de juros e impostos negativo um ano antes. No entanto, a divisão europeia de aço, uma das mais importantes para a Thyssenkrupp, foi pressionada em parte por preços de venda mais baixos e custos mais elevados de matérias-primas, com queda de 46% do Ebit ajustado, para 28 milhões de euros.
A Thyssenkrupp reiterou suas perspectivas para o ano fiscal de 2017 como um todo, dizendo que espera um aumento no Ebit ajustado para cerca de 1,7 bilhão de euros, ante 1,5 bilhão de euros no ano anterior.
Fonte: Valor