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Brasil deverá ter gargalo no mercado de reparos nos próximos cinco anos

O Brasil tem perdido mercado na área de reparos devido a fatores como falta de mão de obra qualificada, inadequação da política de financiamento para o setor e impostos altos. A afirmação é de Fernando José Pimenta de Andrade, representante comercial do Renave Enavi, estaleiro dedicado exclusivamente à atividade. Para ele, a perda de mercado e a ausência de uma política governamental para o setor desestimulam a entrada de novos estaleiros de reparos, o que vai resultar, em cerca de cinco anos, em um grande gargalo.

Hoje o Renave Enavi consegue reparar, em média, de 40 a 50 navios por ano. Em 2015 teremos uma frota de cerca de 400 navios. Como o país vai suportar a demanda se, além de nós, só há o Mauá Jurong focado completamente na atividade de reparos?“, questiona ele, em painel realizado no congresso da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval.


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O estaleiro começou a investir de 20% a 25% de seu faturamento anual em classificação dos diques, melhor qualificação da mão de obra e compra de novos equipamentos. Esses investimentos devem continuar até 2011 ou 2012. Neste ano, devido à retirada dos diques das operações para que a classificação pudesse ser feita, a taxa de ocupação diminuiu de 85% para 70%. Por isso, a receita do estaleiro cairá de US$ 40 milhões em 2009 para US$ 35 milhões em 2010, redução de 12,5%. Com os investimentos, o estaleiro espera reduzir o tempo médio de um conserto de 15 dias para 12. Cingapura leva, em média, dez dias.

Da Redação






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