O Grupo Náutica, que atua em vários segmentos, entre os quais o desenvolvimento de projetos voltados para a sustentabilidade energética, anunciou na última terça-feira (31/03) que firmou parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), para o desenvolvimento e validação do sistema de produção de hidrogênio da embarcação JAQ H2, que será a primeira do mundo a produzir a bordo o produto, que será usado como combustível. O IPT, instituição vinculada ao governo do estado de São Paulo, será responsável pelo desenho do sistema de produção de hidrogênio, pela integração com os sistemas elétricos da embarcação e pela avaliação do eletrolisador sob condições reais de navegação.
O acordo inclui ainda a realização de estudos de viabilidade técnica, testes de desempenho em operação, análises de segurança para armazenamento e uso do hidrogênio e ensaios que podem subsidiar processos de certificação naval e energética da embarcação, de 50 metros, que está sendo construído em Guarujá, em São Paulo e tem entrega prevista para 2027. Segundo o Grupo Náutica, a entrada em operação marcará a terceira fase de seu programa JAQ Hidrogênio Verde, que busca criar alternativa para garantir autonomia energética em navegação de longo curso.
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Além do IPT, o JAQ Hidrogênio Verde também fechou parcerias com o Senai de Pernambuco e o Porto do Açu, em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro, para a realização de testes em condições reais de operação. Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e idealizador do projeto, explicou que as parcerias buscam posicionar o projeto JAQ Hidrogênio Verde como iniciativa de escala global e estruturante para a transição energética no setor marítimo.
Segundo Paciornik, os acordos com o IPT, que é centro de pesquisa tecnológica, e com o Açu, referência para a cadeia do hidrogênio, visam integrar desenvolvimento tecnológico, produção e abastecimento de hidrogênio, operação logística e aplicação científica em campo. “Isso permite avançar de um protótipo para um modelo operacional completo, replicável e comercialmente viável, capaz de produzir hidrogênio a bordo, se abastecer em hubs estratégicos e realizar expedições científicas com duas embarcações simultaneamente”, afirmou.
O primeiro barco construído como parte do programa, o JAQ H1, foi apresentado na COP 30, em novembro de 2025, em Belém, no Pará. Ele tem 36 metros, motorização híbrida, toda sua hotelaria movida a hidrogênio verde e é capaz de reduzir em até 80% as emissões de CO2. O Grupo Náutica informou que a embarcação iniciou em abril uma viagem de avaliação técnica, partindo da capital paraense para o Sudeste com objetivo de validar a operação da tecnologia de propulsão.
















