O CEO da Hapag-Lloyd, Rolf Habben Jansen, classificou como “insustentável a longo prazo” a situação que a empresa enfrenta como consequência da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz. Ele disse, nesta sexta-feira (27), em entrevista a jornalistas, que a empresa tem tido custos adicionais de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões por semana com navios que estão retidos na região do conflito.
Ele informou que seis embarcações, com 150 tripulantes, permanecem presas no Golfo Pérsico desde o início da guerra, no fim de fevereiro. Jansen garantiu que as tripulações estão recebendo alimentos e água enquanto os esforços para conseguir a liberação dos navios continuam e que, para reduzir custos, está aproveitando as sinergias derivadas de sua cooperação com a Maersk.
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Apesar dos transtornos, a Hapag-Lloyd informou que os gastos extras e a perda de receita com os navios retidos ainda não afetaram as projeções financeiras para o ano fiscal de 2026. Rolf Habben Jansen expressou confiança de que a empresa conseguirá compensar os custos mais elevados nos próximos meses, mas alertou para os potenciais efeitos a longo prazo decorrentes do prosseguimento do conflito, especialmente se houver impacto negativo na demanda.
















