Cerca de 20 mil tripulantes permanecem a bordo de navios no Golfo Pérsico em meio ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã que interrompeu operações marítimas na região. De acordo com informações divulgadas pelo site especializado em logística de transporte Shipping and Freight Resources, eles continuam nas embarcações aguardando suprimentos e enfrentando condições incertas.
Segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), pelo menos 10 tripulantes foram mortos em 29 ataques a embarcações comerciais desde 28 de fevereiro de 2026, quando começaram os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. A IMO alertou, no entanto, que o número de mortes pode ser ainda maior devido à natureza contínua dos incidentes.
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Relatos indicam que alguns navios estão sendo reabastecidos a partir de portos na Arábia Saudita e em Omã. Mas No a situação não parece fazer parte de um sistema estruturado. De acordo o Shipping and Freight Resources, quando se relata que os navios estão sendo reabastecidos com alimentos, água e combustível, parece existir sistema organizado, mas provavelmente, ele não existe.
De acordo com a IMO, nem todos os navios retidos na área estão em instalações portuárias no porto, porque isso nem sempre representaria mais segurança. Na prática, segundo a entidade, as embarcações se deslocam pelo Golfo em busca de áreas consideradas mais seguras, seguindo protocolos definidos por seus operadores.
O mesmo relatório do site especializado indica que não há acordo para estabelecer corredores seguros ou mecanismos de identificação para proteger os navios. Nesse contexto, “não há garantia de que uma embarcação que transporta alimentos, água ou medicamentos para tripulações isoladas não será atacada”, afirma a publicação Entre os incidentes registrados, é citado o caso do rebocador de salvamento Mussafah 2, que foi enviado para auxiliar um porta-contêineres danificado e foi atingido por mísseis e naufragou.
De acordo com a publicação, companhias de navegação optaram por reposicionar seus navios em áreas consideradas mais seguras no Golfo, enquanto os de abastecimento operam apenas quando as condições permitem. A Arábia Saudita, por meio de sua autoridade portuária, lançou uma iniciativa para coordenar o fornecimento de combustível, água, alimentos, medicamentos e troca de tripulantes, com o apoio da IMO.
Mas essas ações são descritas como soluções contingenciais. "São improvisadas, impulsionadas pela vontade das autoridades portuárias e dos operadores e não por uma estrutura formal de proteção internacional”, observa o Shipping and Freight Resources. Organizações do setor relataram dificuldades no acesso a suprimentos básicos. Representantes de trabalhadores marítimos relataram casos de racionamento de alimentos e água a bordo, além de comunicação limitada com a costa devido a interrupções na rede.











