Crescimento de 7,9% no processamento acumulado do ano já ultrapassa 23 milhões de toneladas
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou suas estatísticas mensais e estimativas para o balanço de oferta e demanda do complexo soja para 2026. De acordo com os novos dados, a produção nacional de soja foi projetada em 180,57 milhões de toneladas, com base nas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No comércio internacional, as exportações de grãos de soja foram elevadas para 115,4 milhões de toneladas, registrando um avanço de 1,1% em relação à projeção anterior, enquanto as importações do grão devem atingir 900 mil toneladas.
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O esmagamento de soja no país também apresentou alta de 0,5%, devendo alcançar 63,3 milhões de toneladas. Em relação aos derivados, a produção de farelo de soja foi reajustada para 48,7 milhões de toneladas (alta de 0,2%), com exportações projetadas em 24,9 milhões de toneladas (leve recuo de 0,2%).
Já a produção de óleo de soja teve sua estimativa elevada para 12,75 milhões de toneladas (aumento de 0,8%), impulsionando as exportações do produto para 1,7 milhão de toneladas, uma alta de 3% sobre a projeção anterior. A expectativa para a importação de óleo de soja manteve-se estável em 125 mil toneladas.
Nos indicadores mensais, o processamento de soja no mês de maio/2026 registrou o volume de 5,23 milhões de toneladas. Esse número representa um aumento de 2,7% na comparação com abril/2026 e uma alta de 5,4% em relação a maio de 2025, quando ajustado pelo percentual amostral.
No resultado acumulado do ano até maio, o volume total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, o que significa um crescimento de 7,9% frente ao mesmo período do ano anterior, também considerando os devidos ajustes do percentual da amostra.
A Abiove informou que a representatividade estimada da amostra foi ampliada para 90,83%. A associação destacou que, mesmo com ajustes pontuais, os números reforçam a solidez da cadeia da soja e a capacidade do setor em responder às demandas do mercado interno e externo com eficiência. “A expansão do processamento, somada ao ritmo consistente das exportações, confirma o papel estratégico do Brasil no comércio internacional do complexo da soja", analisou o diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral.













