A unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) Bacalhau, construída pela japonesa MODEC, chegou ao seu destino final na Bacia de Santos, onde será operada pela Equinor. Com 370 metros de comprimento e 64 metros de largura, a embarcação é a maior de sua categoria já entregue ao Brasil e tem capacidade para produzir 220 mil barris por dia. Após um ano e meio de integração e comissionamento em Cingapura, o FPSO completou sua jornada de cerca de dois meses até as águas brasileiras, chegando ao campo de Bacalhau na sexta-feira, 21 de fevereiro. As equipes do projeto iniciaram o processo de ancoragem com o auxílio de quatro rebocadores, seguido pela conexão de umbilicais e risers já instalados no fundo do mar para dar continuidade ao comissionamento da unidade. Durante essa fase, uma embarcação de suporte auxiliará nas operações de manutenção e segurança.
Operado pela Equinor (40%) em parceria com ExxonMobil (40%), Petrogal Brasil (20%) e Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), o campo de Bacalhau está localizado a 185 km da costa de Ilhabela (SP), em águas com profundidade superior a 2.000 metros. Descoberto pela Petrobras em 2012, o campo passou a ser operado pela Equinor em 2016 e será o primeiro desenvolvimento greenfield no pré-sal conduzido por uma operadora internacional.
PUBLICIDADE
O projeto Bacalhau deve gerar cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos ao longo de seu ciclo de vida, número que, somado ao projeto Raia, também operado pela Equinor na Bacia de Campos, pode chegar a 100 mil. A produção do primeiro óleo está prevista para 2025, com reservas estimadas em mais de 1 bilhão de barris na Fase 1.
A presidente da Equinor no Brasil, Verônica Coelho, destacou a relevância do projeto para o portfólio da empresa e celebrou a chegada do FPSO como um marco significativo. “Bacalhau é um projeto muito importante para a Equinor. Ver a embarcação chegar ao campo reforça o que podemos alcançar quando unimos nossa expertise e trabalhamos em parceria para um objetivo comum”, afirmou.