A paralisação que trabalhadores portuários prometem realizar em todo o país na sexta-feira pode gerar atrasos nas operações do Porto de Paranaguá, um dos principais em movimentação de commodities do Brasil, disse nesta quinta-feira (21) a autoridade portuária.
Trabalhadores portuários marcaram paralisações em portos de todo o Brasil na sexta-feira e na terça-feira da próxima semana para protestar contra mudanças que o governo está implementando nos portos por meio da Medida Provisória 595.
Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais devem aderir ao movimento.
"Decisão esta que certamente irá prejudicar as operações nos Portos do Paraná", disse a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), em nota.
O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, acrescentou na nota que a autoridade portuária está apreensiva com os efeitos do protesto.
"Num período em que a movimentação de granéis é grande por conta do período de safra, paralisações desta natureza podem gerar diversos problemas e prejuízos", disse ele na nota.
A perspectiva de greve nos portos brasileiros preocupa o setor agrícola do país, que começa a colher e escoar a maior safra de grãos da história.
Segundo a entidade, há 11 navios atracados em Paranaguá, que devem permanecer carregando e descarregando na manhã de sexta-feira, para quando há a previsão de movimentação de 40 mil toneladas de cargas e 750 contêineres.
A avaliação da Appa é de que uma paralisação dos trabalhadores portuários também pode provocar fila de caminhões que entregam grãos. O movimento é intenso com o início da safra, com cerca de 1,5 mil a 2 mil carretas chegando diariamente. Apesar disso, nesta quinta-feira não havia filas no pátio de triagem do porto.
Em 2012, o Porto de Paranaguá escoou cerca de 6,7 milhões de toneladas de soja, cerca de 20 por cento do volume da oleaginosa embarcado pelo Brasil.
Os sindicalistas planejam interromper as atividades entre 7h e 13h em terminais de todo o país.
A administração de outro importante brasileiro, o de Santos, disse que não fará projeções sobre a paralisação enquanto ela não ocorrer.
Fonte: Reuters / Gustavo Bonato
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