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PPU pode ser aliado das operações de praticagem em caso de bloqueio de sinais GPS

Estudo conduzido pela Navigandi, startup fundada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Praticagem do Brasil, apontou que é possível fazer operações de atracação e desatracação de navios com segurança e precisão sem uso de sinais de GPS. O trabalho foi realizado por causa especulações sobre a possibilidade de os sinais emitidos por satélites de localização controlados por empresas americanas serem bloqueados para o território brasileiro por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que poderia causar insegurança à navegação no Brasil.

Um dos motivos para a preocupação com as consequências de um possível desligamento dos sinais de GPS foi o fato de a maioria das embarcações que operam em águas brasileiras dependerem exclusivamente daqueles sinais de satélite transmitidos na frequência L1, para uso civil. Por isso, a perda do sinal comprometeria os sistemas eletrônicos de navegação, afetando sua segurança e dificultando as operações de praticagem.


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No estudo, a Navigandi usou o equipamento Portable Pilot Unit (PPU) Navigandi Orbis, um equipamento portátil que pode ser usado pelos práticos em manobras mais complexas de atração e desatracação. De acordo com a Praticagem do Brasil, primeiro foram feitos testes em laboratório com o GPS desabilitado, mantendo ativas outras alternativas de dispositivos não americanos de localização por satélite. Em seguida, uma manobra de praticagem foi acompanhada em Santos, com o propósito de avaliar a eficiência do sistema em condições operacionais reais.

Os resultados comprovaram que, mesmo sem GPS, o sistema manteve os níveis de segurança e resposta rápida, sendo aprovado como alternativa viável e segura para garantir operações de praticagem com precisão e confiabilidade. Diante dos resultados, o diretor da Navigandi, Rodrigo Barrerl, ressaltou a importância de ter uma opção desenvolvida no Brasil, para garantir a autonomia do transporte marítimo em caso de restrições ao acesso a tecnologias controladas por outros países. Ele disse que a startup seguirá atenta às evoluções geopolíticas e tecnológicas, reafirmando compromisso com a inovação e a segurança da navegação.

O PPU usado nos testes, além de ser portátil, é considerado mais preciso do que os sistemas de bordo. Ele é capaz, segundo a Navigandi, de medir em tempo real a posição e a velocidade do navio, o aproamento, a taxa de guinada, a inclinação e as distâncias para margens e outras embarcações. Além disso, as informações são transmitidas de uma ou duas antenas instaladas na asa do navio para um tablet, no qual prático visualiza toda a movimentação da embarcação sobre a carta náutica atualizada. A precisão é centimétrica, aumentando o controle do prático sobre a posição da embarcação.

O vice-presidente da Praticagem de São Paulo, prático Bruno Tavares, instrutor do Curso de Atualização para Práticos (ATPR), explicou que, quando conduz o navio, o prático conta, além da navegação visual e por radar, com equipamentos de bordo, como a carta eletrônica, que exibe a posição da embarcação em tempo real na carta náutica. “Isso ocorre por meio do posicionamento por satélite conhecido pela sigla GPS”, detalhou.

Tavares acrescentou que o PPU, usado em manobras mais complexas, independe dos sistemas de bordo e do GPS porque pode captar outros sistemas de satélite. “Conseguimos comprovar que o PPU tem condição de captar outros sistemas de satélite em operação no mundo, com a mesma segurança para as manobras", afirmou.






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