O Conselho Industrial do Mercosul (CIM) divulgou, nesta quinta-feira (29), declaração na qual recomenda aos países do bloco fortalecer a integração produtiva, ampliar a inserção internacional e aumentar a competitividade regional. O documento, assinado por representantes das entidades industriais da Argentina, do Brasil, do Paraguai e do Uruguai, foi apresentado na reunião do grupo promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, no Panamá.
Na avaliação do Conselho, a integração econômica é fundamental para ampliar oportunidades de comércio e investimento, fomentar a inovação e promover o desenvolvimento sustentável, especialmente em cenário global marcado por tensões geopolíticas, reconfiguração de cadeias produtivas e desafios da transição energética.
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O diretor da CNI Paulo Afonso Ferreira, que lidera a comitiva de industriais brasileiros no encontro do Panamá, disse que a declaração consolida a visão comum sobre a importância da integração regional, do diálogo entre os governos e de agenda externa que amplie o comércio, estimule investimentos e aumente a competitividade. “No comércio intrarregional da América Latina, o Brasil se destaca como o principal exportador de bens para os demais países, o que atribui a ele papel estratégico na integração comercial da região”, afirmou.
Entre as prioridades apontadas pelo Conselho, estão o avanço da agenda externa do Mercosul e o apoio à entrada em vigor do acordo com a União Europeia, além dos acordos com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Singapura. A entidade defendeu ainda a intensificação do diálogo com o setor privado para definir prioridades nas negociações comerciais.
A declaração destaca também a necessidade de aprofundar o intercâmbio regional, com ações voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da integração produtiva, incluindo a redução de barreiras ao comércio intrazona, a simplificação regulatória e a ampliação da participação das pequenas e médias empresas em cadeias de valor regionais e globais.
No documento, os membros do Conselho informam acreditar que consolidar esses avanços é fundamental para promover crescimento econômico sustentável e aprofundar a parceria estratégica econômica e social promovida pela integração entre os países do bloco, melhorando a competitividade da região frente ao mundo. “Estamos convencidos de que o diálogo permanente é a melhor ferramenta para alcançar esses objetivos”, diz a declaração.
Também durante a reunião do Conselho Industrial do Mercosul, a CNI iniciou consulta para identificar e entender os desafios que impedem o crescimento da participação feminina no comércio internacional, com foco na América Latina e no Caribe. A iniciativa, idealizada pelo Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME), pretende ampliar mapeamento similar feito no ano passado.
O objetivo da consulta, em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é identificar gargalos e demandas de suporte para orientar políticas públicas e investimentos. O FNME é iniciativa coordenada pela CNI para fomentar a liderança feminina, o empreendedorismo e a diversidade de gênero no setor industrial e empresarial brasileiro.

















