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Órgão ambiental monitora retirada de navio da Marinha que encalhou em praia do Rio

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro informou, nesta quarta-feira (11), que, com a Capitania dos Portos, acompanha as operações na Praia da Macumba, no Rio de Janeiro, onde duas embarcações da Marinha do Brasil encalharam. De acordo com o órgão, problemas com equipamentos de apoio usados nas manobras de resgate e condições adversas do mar agravaram o incidente.

A embarcação de desembarque de carga geral Guaratiba encalhou no início da noite de segunda-feira (9), após apresentar avaria estrutural e entrada de água no casco. Então, em procedimento de segurança para preservar a tripulação, foi feita a manobra abicagem, que consiste na aproximação intencional da embarcação à faixa de areia, onde o barco ficou encalhado.


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Segundo o Inea, sua equipe chegou ao na manhã da última terça-feira (10) para fazer o monitoramento ambiental e evitar possíveis impactos ao meio ambiente. No local, por volta das 12h daquele dia, uma segunda embarcação, a lancha de patrulha Marlin, encalhou na mesma praia. O acidente foi motivado pelas condições adversas do mar, agravadas por uma falha mecânica nos motores.

O Inea informou que a equipe voltou ao local na manhã desta quarta-feira (11), e constatou que a Marlin continuava encalhada. Além disso, a retroescavadeira usada nas operações do dia anterior estava atolada na faixa de areia, impossibilitando seu uso ou retirada imediata.

Segundo o instituto, a faixa litorânea da cidade do Rio de Janeiro registra ressaca, com ondas de três a quatro metros de altura, o que impede manobras de resgate da embarcação. Por isso, informou, equipes do órgão e da Marinha do Brasil permanecem no local aguardando a melhora das condições climáticas e marítimas para dar início às operações de retirada da retroescavadeira e, posteriormente, ao desencalhe da lancha Marlin.

O Inea explicou que, depois das operações de resgate, a areia removida será devolvida para evitar a formação de valas ou depressões que possam representar perigo para banhistas e frequentadores da praia. “O Inea conta com grupo técnico multidisciplinar especializado no atendimento a ocorrências ambientais emergenciais tecnológicas decorrentes de vazamento de produtos químicos ou substâncias nocivas ao meio ambiente”, assegurou o secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Em nota, a Marinha do Brasil ressaltou que não houve acidente com pessoal nem registro de avarias em decorrência da manobra. "As ações necessárias para a retirada e o reboque seguro da embarcação estão sendo adotadas", informou.






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