Com um investimento estimado em US$ 5,4 bilhões, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), atualmente em construção no município e São Gonçalo do Amarante, pretende destinar uma grande parte dessa quantia para reduzir os impactos ao meio ambiente, um dos maiores desafios para qualquer indústria, independente do setor.
Segundo a empresa, aproximadamente R$ 1 bilhão será investido em equipamentos e processos de controle ambiental, dos quais estão incluídos gerenciamento de resíduos, monitoramento das emissões atmosféricas e lançamentos de efluentes.
Localizada em uma área de 970 hectares no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), a CSP também terá entre 95% e 97% de seus resíduos reciclados, reaproveitados ou vendidos. Assim, apenas 3% a 5% serão destinados a aterros industriais ou sanitários. "A sustentabilidade é prioridade na implantação e operação da primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste", diz a empresa, em nota.
De acordo com dados da Posco Engenharia & Construção do Brasil (PEC), empresa responsável pelas obras da CSP, 85,76% das obras da siderúrgica foram concluídas em maio. A parte de engenharia, por exemplo, já está 100% finalizada, enquanto que os suprimentos estão bem próximos (97,64%). A conclusão da parte de construção, por sua vez, atingiu 71,28% no mês passado.
Mão de obra
Conforme a Posco, a média de mão de obra no mês de maio foi de 10.745 trabalhadores. A data de 'start up' estimada pela Vale é para o segundo semestre deste ano, por mais que a presidente Dilma Rousseff tenha divulgado que o empreendimento começará a operar no início do ano que vem. A assessoria da siderúrgica informa que deve-se considerar que "a Companhia Siderúrgica do Pecém é composta por várias unidades operacionais, que estão sendo construídas de acordo com o cronograma integrado. Em decorrência, há uma sequência de partidas que terão início a partir do fim de 2015".
A Vale possui 50% das ações da CSP. A outra metade da participação é dividida pelas sul-coreanas Dongkuk e Posco, com 30% e 20%, respectivamente.
Para o exercício de 2015, a Vale tem previstos US$ 185 milhões em investimentos, o equivalente a R$ 545 milhões.
No total, já foi investido pela Vale a quantia de US$ 1,05 bilhão na siderúrgica cearense, desde o início do projeto.
Aporte do BNDES
Em abril, a Companhia Siderúrgica do Pecém assinou um contrato junto Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e às agências coreanas KExim e KSure para o financiamento de US$ 3 bilhões (cerca de R$ 9,48 bilhões na atual cotação), que serão utilizados para garantir a finalização da construção e o início das operações do empreendimento. A siderúrgica ainda não informou se o aporte já foi recebido.
Do total financiado, US$ 2,1 bilhões serão liberados pelas agências coreanas, enquanto caberá ao BNDES financiar R$ 2,3 bilhões. O contrato é de longo prazo, totalizando 12 anos.
Destino
Os recursos obtidos com o BNDES se destinarão a ações de caráter local, como os gastos ligados à construção em si do empreendimento.
O aporte oriundo das instituições coreanas, por sua vez, se destinarão a iniciativas não locais, a exemplo da aquisição de equipamentos importados.
Saiba mais
85,76% das obras gerais da CSP foram concluídas em maio
100% da área de engenharia do empreendimento foram finalizados
97,64% dos suprimentos também já estão prontos, diz a Companhia
71,28% da parte de construção estão completos até o momento
10,7 mil trabalhadores foi a média de mão de obra no mês passado
5,4 bilhões de dólares devem ser investidos naquela que será a primeira usina siderúrgica integrada da região Nordeste
Fonte: Diário do Nordeste (CE)
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