A receita de exportação de carne bovina brasileira cresceu 50%, em novembro de 2025, na comparação com igual mês do ano anterior, e atingiu 1,874 bilhão de dólares, terceiro melhor resultado do ano, informou nesta segunda-feira (22) a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Foram embarcadas 361.885 toneladas, contra 279.207 toneladas novembro de 2024.
Há expectativa de recorde de vendas no acumulado em 2025, com receitas acima de 18 bilhões de dólares. A expectativa de faturamento recorde, explicou a Abrafrigo, se baseia na suspensão das sobretaxas dos Estados Unidos sobre o produto brasileiro, na manutenção do ritmo de compras da China e no crescimento de vendas para outros mercados, como México, Rússia, União Europeia e Chile.
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A entidade estima que o total embarcado para o exterior vá superar quatro milhões de toneladas até o fim do ano. Segundo a Abrafrigo, as vendas para a China cresceram 48% até novembro de 2025 em relação aos primeiros 11 meses do ano anterior e chegaram a 8,029 bilhões de dólares e 1,499 milhão de toneladas. As vendas para o mercado chinês representaram 54% do total exportado.
As vendas para os Estados Unidos, segundo maior destino das exportações de carne bovina in natura, caíram 58,6% em novembro, em relação a igual mês de 2024, ficando em 62 milhões de dólares. Já a exportação de carne industrializada para o mercado americano recuou 48%, para 22,2 milhões de dólares, enquanto as de sebo industrializado caíram 56,8%, para 8,094 milhões de dólares. Apesar disso, as vendas totais para aquele país cresceram 26,65% de janeiro a novembro de 2025, totalizando 1,889 bilhão de dólares e há expectativa de que cresçam mais de dezembro, com a retirada das tarifas adicionais.
A União Europeia foi o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, com aumento de 70,9% em receitas e de 52% em volume de janeiro a novembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram 946,9 milhões de dólares e 116,3 mil toneladas embarcadas para a Europa, 3,3% do volume vendido e 5,7% das receitas. No terceiro lugar como país ficou veio o Chile, com compras de 118.326 toneladas, 22,1% maiores que em novembro de 2024, e receita de 654,6 milhões de dólares, com aumento de 41,9%. Em seguida, aparecem o México, com 113.378 toneladas e receita de 619 milhões de dólares, crescimento de 162,7% e 207%, respectivamente, e a Rússia, com 117.279 toneladas e 500 milhões de dólares, 77,8% a mais que no período de 2024.












