RIO - O diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou que a companhia mantém a meta de desinvestimentos de US$ 3 bilhões e US$ 10,5 bilhões para 2015 e 2016, respectivamente. Ele sinalizou, em teleconferência com analistas e investidores, que esses números não deverão sofrer mudanças significativas na revisão do plano de negócios plurianual, que deverá ser divulgada em junho pela empresa.
Segundo o executivo, o programa de desinvestimentos é conduzido pela área financeira, em parceria com as áreas operacionais. Ele acrescentou que, se houver mudança em algum projeto de desinvestimento, a área financeira buscará imediatamente a sua substituição, para não comprometer as metas para 2015 e 2016.
Questionado sobre o custo da dívida da empresa, Monteiro explicou que, na medida em que os desempenhos da petroleira forem apresentados - assim como a revisão do plano de negócios -, a empresa espera capturar um benefício com a queda do spread no endividamento da empresa. Isso ocorreria, detalhou ele, com a melhoria operacional da empresa; e da expectativa da melhora da visão do mercado com relação à empresa, após a divulgação da revisão do plano de negócios, de acordo com o executo.
Operação
Monteiro afirmou que os custos de operação e manutenção (opex) receberão mais atenção da companhia dentro do novo plano de negócios da estatal.
“O opex é motivo de constante acompanhamento de todos nós. Vamos ter um aprofundamento dessa discussão na revisão do plano de negocio. Vai receber mais atenção da nossa parte”, disse o diretor, durante teleconferência com analistas e investidores.
No primeiro trimestre, as despesas gerais e administrativas da empresa cresceram 6%, na comparação anual, para R$ 2,7 bilhões.
O diretor comentou, ainda, sobre o aumento dos gastos esperados com juros e amortizações. A companhia aumentou de US$ 18 bilhões para US$ 21 bilhões a expectativa desses gastos, em função da revisão para depósitos judiciais, segundo Monteiro.
Na área operacional, a empresa manteve a meta de crescimento de 4,5% da produção para este ano. Segundo a diretora de Exploração e produção, Solange Guedes, o aumento não será maior em função do declínio produtivo fora da área do pré-sal.
“Consideramos um declínio na média de 10%. Isso já está embutido nas contas de 2015”, disse a diretora, que também espera para este ano um aumento no volume de paradas programadas para manutenção. De acordo com a executiva, as paradas terão um impacto de 2,5% sobre a produção.
Fonte: Valor Econômico/André Ramalho e Rodrigo Polito
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