A BPMB Parnaíba, empresa do banco BTG Pactual com atuação em exploração e produção de gás no Maranhão, tem interesse em adquirir novas áreas na Bacia do Parnaíba. O diretor-executivo da companhia, Renato Jerusalmi, disse que a empresa está de olho em oportunidades de ampliar sua carteira exploratória na região e que já conversa com a Parnaíba Gás Natural (ex-OGX Maranhão), sua sócia em seis blocos na bacia, para formar um novo consórcio para participar da 13ª Rodada da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
De acordo com Jerusalmi, a intenção da BPMB é entrar sempre com participações minoritárias nos projetos. "Estamos em conversas com a Parnaíba Gás Natural, analisando oportunidades, mas não temos a intenção de nos tornarmos operadores", disse o executivo ao Valor.
Esta semana, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou a realização da 13ª Rodada, em outubro. O leilão ofertará 22 blocos na Bacia do Parnaíba.
A BPMB entrou no mercado de gás em 2013, ao adquirir a participação da Petra no Parnaíba. A companhia possui uma fatia de 30% em seis blocos no Maranhão: PN-T-48, PN-T-49, PN-T-50, PN-T-67, PN-T-68 e PN-T-85, todos em parceria com a PGN (70%).
O consórcio possui, atualmente, quatro campos declarados comerciais: Gavião Branco Sudeste, Gavião Real, Gavião Azul e Gavião Branco. Segundo Jerusalmi, a expectativa é que, nos próximos três meses, mais três descobertas sejam declaradas comerciais: Fazenda Chicote, Fazenda Santa Isabel e Fazenda Santa Vitória.
Todas essas áreas fazem parte do plano do consórcio de elevar a capacidade de produção no Parnaíba de 6,4 milhões de m3 /dia para 8,4 milhões/dia em 2016. A declaração de comercialidade dos novos campos é essencial para atender a termelétrica Parnaíba II.
Inicialmente prevista para 2014, a usina foi objeto de um termo de ajustamento de conduta (TAC) com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e teve sua operação comercial adiada para julho de 2016, em parte, porque a PGN não conseguiu assegurar o fornecimento de gás no prazo.
Devido ao TAC, a Eneva (antiga MPX), fechou um acordo com a PGN e a BPMB, em abril, segundo o qual o consórcio concederá descontos de R$ 308,8 milhões no fornecimento de gás natural às usinas do complexo Parnaíba, devido aos efeitos do atraso na entrega do gás sobre a operação da usina.
Fonte: Valor Econômico/André Ramalho | Do Rio
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