O estaleiro Hudong-Zhonghua, em Xangai, iniciou a construção do que é apresentado como o maior navio de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, com capacidade de 271 mil m³, marcando um novo patamar para o transporte de GNL em longa distância e reforçando a posição da China na construção de metaneiros de grande porte.
O navio faz parte da série QC-Max encomendada pela QatarEnergy ao China State Shipbuilding Corporation (CSSC), em dois contratos assinados em 2024 que somam 24 embarcações e mais de 56 bilhões de yuans (cerca de US$ 8,3 bilhões), considerados o maior pedido único da história da construção naval em termos de valor. Cada transportador terá 344 m de comprimento, boca de 53,6 m e calado de 12 m, com tanques capazes de armazenar 271 mil m³ de GNL – cerca de 57% a mais do que os navios padrão de 174 mil m³ hoje predominantes no mercado.
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Segundo a CSSC, um único navio da classe QC-Max poderá transportar aproximadamente 155 milhões de m³ de gás natural em uma viagem, volume suficiente para abastecer em torno de 4,7 milhões de residências em Xangai por um mês, o que evidencia o ganho de escala na logística do GNL. As embarcações serão equipadas com o sistema de contenção de membrana NO96 Super+, de última geração, projetado para reduzir a taxa de evaporação diária do gás para cerca de 0,087% e atender aos requisitos mais exigentes da Organização Marítima Internacional (IMO) para emissões e eficiência energética.
Para o mercado global de transporte marítimo de energia, a entrada em construção desses navios amplia a oferta de capacidade para contratos de longo prazo de GNL, em um momento de reorganização das rotas entre produtores do Oriente Médio e mercados da Europa e da Ásia.














