A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) vem investigando a OGX, de Eike Batista, e outras companhias do mesmo grupo por falta de divulgação de informações ao mercado, o que já levou a autarquia a instaurar dois procedimentos administrativos sancionadores contra a petroleira, um aberto em março e outro em julho deste ano.
“O sistema de divulgação ampla em que se baseia o mercado de capitais é apoiado na companhia e nos seus representantes, que têm entre os seus deveres e responsabilidades levar ao mercado informações verdadeiras, completas e consistentes, que não induzam os investidores a erro”, afirmou a CVM em resposta à Folha de S.Paulo sobre um relatório feito em julho de 2012, a pedido da diretoria da OGX, e que já apontava problemas nos campos da OGX na bacia de Campos.
Um ano depois, a empresa informou ao mercado que não teria condições de desenvolver três campos onde havia declarado comercialidade (Tubarão Tigre, Tubarão Azul e Tubarão Areia), e anunciou que poderia parar a produção de Tubarão Azul em 2014, seu único campo em produção no mar.
A autarquia não comentou a reportagem, mas disse que “acompanha e analisa as informações e movimentações envolvendo as companhias abertas, tomando as medidas cabíveis, quando necessário”.
Até hoje, a única punição aplicada pela CVM ao controlador da empresa, Eike Batista, foi justamente por ele ter falado demais durante o período da oferta pública de ações, em 2010. Este processo foi encerrado com a assinatura de um termo de compromisso, no valor de R$ 100 mil.
(Fonte: Diário do Nordeste (CE)
PUBLICIDADE