As fortes chuvas que vêm sendo registradas no Brasil durante o verão, principalmente nos estados do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo podem comprometer a qualidade do minério de ferro e afetar as exportações do produto, alertou nesta quinta-feira (19) a seguradora NorthStandard, correspondente da P&I no país. Segundo a empresa, as condições climáticas, influenciadas pela Zona de Convergência do Atlântico Sul, representam riscos para as vendas brasileiras porque o aumento da umidade nos finos de minério de ferro gera preocupações quanto à possibilidade de não conformidade da carga nos principais portos de exportação, incluindo Itaguaí, Sudeste e Tubarão, todos na Região Sudeste, a mais atingida pelos temporais.
Por isso, a NorthStandard emitiu comunicado destacando que as implicações do clima para as cargas a granel e que os finos de minério de ferro e outros materiais do Grupo A são particularmente suscetíveis à liquefação, condição que pode levar a falhas catastróficas durante o transporte. O informativo enfatiza a importância do monitoramento rigoroso das condições da carga, especialmente considerando os padrões climáticos atuais.
Para reduzir os riscos associados ao aumento das chuvas, os expedidores e operadores estão sendo aconselhados a adotar medidas de precaução, como monitorar as condições meteorológicas e os níveis de precipitação antes e durante o processo de carregamento. Segundo a NorthStandard, é necessário observar a data do último teste de teor de umidade e fazer um novo caso tenha ocorrido precipitação após a testagem.
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Além disso, explica a seguradora, a certificação do Limite de Umidade Transportável (TML) deve ter menos de seis meses na data do teste. E os operadores devem avaliar a exposição dos estoques de minério à chuva e adotar medidas operacionais para minimizar a absorção de umidade, mas, ressalta a NorthStandard, o acesso aos estoques pode ser restrito por motivos de segurança, o que dificultaria as providências.
Por isso, esclarece a empresa, testes regulares devem ser feitos para identificar sinais de carga de alto risco, e os operadores devem ficar atentos a sinais visíveis de umidade na carga, como respingos nas anteparas do porão ou afundamento e achatamento do minério. Esses indicadores podem sinalizar que a carga corre risco de liquefação, que é uma das principais causas de perdas fatais em navios graneleiros em todo o mundo.


















