Analistas do setor naval preveem que 2026 marcará a abertura de novo mercado para estaleiros sul-coreanos com a construção de embarcações militares para os Estados Unidos. As previsões se baseiam na avaliação de que o estaleiro americano Huntington Ingalls Industries (HII), anunciado pelo presidente Donald Trump como principal construtor das fragatas da próxima geração da Marinha americana, não terá condições de atender à demanda criada com os planos de expansão do número de navios de combate de superfície de 20 a 25 embarcações.
Han Seunghan, analista da SK Securities Han Seunghan, avalia que o estaleiro da HII inevitavelmente enfrentará dificuldades para a construção das novas fragatas e precisará de parceiras com construtores de fora dos Estados Unidos. Por isso, explica ele, a HD Hyundai Heavy Industries, que já mantém colaboração com a HII, ou a Hanwha Ocean, que tem acordo para manutenção, reparo e revisão de embarcações da Marinha americana, são os mais prováveis beneficados pelas encomendas de barcos militares.
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Lee Eun-chang, pesquisador do Instituto Coreano de Economia Industrial e Comércio (Kiet), é outro que espera que os investimentos na expansão da frota militar dos Estados Unidos representem encomendas em estaleiros coreanos. Ele prevê também parceirias com indústrias americanas em serviços de manutenção, reparo, revisão e serviços relacionados.
O analista espera que 2026 consolide as bases para a cooperação entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos na construção naval, inclusive porque acredita que a indústria naval americana terá dificuldades para atender à demanda interna dos americanos. “O estaleiro da Hanwha Ocean, da Filadélfia, por exemplo, enfrentará desafios na contratação de pessoal local para expandir a produção”, diz ele.
A expectativa dos analistas do Kiet é de que a confirmação da parceria com empresas americanacas levará construtores navais coreanos, que esão com alta demada para a produção de embarcações e outras estruturas, ampliem sua capacidade de produção no exterior para atender à demanda crescente. O Instituto prevê crescimento significativo na produção no exterior por construtores navais sul-coreanos em 2026, principalmente no Vietnã.
Mas a maioria dos especiaistas concorda que resultados visíveis da colaboração com o sistema defesa americano levarão anos para se solifidificar. Jung Yeon-seung, pesquisador da NH Investment & Securities, explicou que revisões legais nos Estados Unidos e potenciais investimentos em instalações por parte dos estaleiros são pré-requisitos para a colaboração direta. “O ano de 2026 deve ser visto como ano para fortalecer as possibilidades de cooperação a longo prazo com os construtores navais sul-coreanos, antes do início da construção de navios de guerra dos Estados Unidos”.














