A Marinha do Brasil (MB) informou que realizou, entre os últimos dias 9 e 13 de abril, em Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro, o teste de armas da fragata Tamandaré, incluindo o uso de armamentos, como parte do processo de certificação dos sistemas de combate do navio. De acordo com a força naval, no exercício foram feitos tiros com canhão de 76 mm contra um alvo inflável, simulando contatos de superfície, e lançamento de torpedo.
A certificação é necessária para comprovar a eficiência operacional da embarcação. Nela, são avaliados sensores, sistemas de combate e armamentos, e, segundo a MB, os testes feitos neste mês complementam os realizados em 2025, quando foram verificados sistemas de propulsão, navegação, geração de energia e serviços de bordo.
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A fragata Tamandaré, primeira da classe Tamandaré, conta com sistema de combate que reúne informações de diversos sensores, como radar de busca volumétrica capaz de identificar embarcações, aeronaves e drones a longas distâncias, e sistemas de guerra eletrônica, que monitoram emissões eletromagnéticas e permitem detectar ameaças. De acordo com a Marinha, os equipamento são integrados no Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS), desenvolvido em parceria pela brasileira Atech e a alemã Atlas Elektronik GmbH, que processa os dados de sensores e dos armamentos, usando algoritmos avançados para identificar, classificar ameaças e sugerir a melhor resposta a elas.
Durante os testes em Cabo Frio com o canhão de 76 mm, informou a força naval, houve inicialmente a verificação de alinhamento, seguida de tiros sobre alvo de superfície. O objetivo foi avaliar a precisão e o funcionamento do armamento, além de sua integração com o CMS. Em seguida, foram realizadas atividades já com base nas informações fornecidas pelos sensores, simulando condições próximas do emprego real.
O lançamento do torpedo foi em direção a um alvo tipo transponder e permitiu avaliar os procedimentos operacionais, os aspectos de segurança, bem como a integração do sonar com o CMS e o Sistema de Lançamento de Torpedos. De acordo com o comandante da Segunda Divisão da Esquadra, contra-almirante Carlos Marcelo Fernandes Considera, os testes permitiram verificar, em ambiente real, no mar, as capacidades de combate da fragata, que será usada também como navio-escola, e suas versatilidade e flexibilidade.
Com cerca de 3.500 toneladas, plataforma de pouso e hangar para helicópteros, a fragata Tamandaré é definida pela MB como um salto tecnológico para a Esquadra. A força naval informou que, como navio-escolta, será usada na defesa de unidades de maior valor, além de ações de superfície, operações antissubmarino e em missões internacionais. A Marinha anunciou ainda que a cerimônia de mostra de armamento da fragata está marcada para o próximo dia 24 de abril, quando a unidade será incorporada à frota naval brasileira.
















