O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, conheceu, na última terça-feira (3), em Plymouth, na Inglaterra, o futuro Navio Doca Multipropósito (NDM) Oiapoque, que está passando por processo de revitalização para ser incorporado à esquadra brasileira. Com 176 metros de comprimento e 18.000 toneladas de deslocamento, a embarcação pode atingir a velocidade de até 34 quilômetros e foi projetada para receber duas aeronaves de grande porte, carros de combate, ambulâncias e outros veículos. O meio naval pode ser usada para o transporte de hospitais de campanha, alimentos e remédios.
Múcio destacou a importância da embarcação e de sua característica multipropósito não apenas para operações militares, mas também para ações humanitárias. “Esse navio é verdadeiramente multipropósito. Serve para a nossa defesa, para abastecimento de navios, para área fluvial e, também, para atender a nossa população ribeirinha”, disse o ministro.
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De acordo com a Marinha, a incorporação ao setor operativo da força naval está prevista para o dia 30 de junho de 2026, com chegada ao Brasil em outubro. A embarcação, que será operada por até 290 militares e pode acomodar cerca de 700 pessoas, será usada em missões de apoio humanitário e de proteção das águas jurisdicionais brasileiras.
Durante a visita, o ministro acompanhou uma apresentação sobre o estágio atual de preparação do navio. Em seguida, ele percorreu a embarcação e conheceu o passadiço, o centro de comando e o Centro de Operações de Combate, além da pista de decolagem e pouso situada no convés superior da embarcação e os espaços destinados às operações anfíbias, responsáveis pelo controle do envio de material e militares do mar para terra.
José Mucio Monteiro Filho foi ainda até a doca alagável, área interna do navio que permite o embarque, lançamento e recolhimento de embarcações e meios de desembarque e amplia a capacidade de apoiar operações militares, missões de ajuda humanitária, de logística e de resposta a emergências. Conheceu também as áreas destinadas a alojamento e permanência a bordo da tripulação e de outros participantes de operações.


















