O otimismo foi a tônica das mensagens na solenidade do 3º Prêmio Naval de Qualidade e Sustentabilidade Acurcio Rodrigues de Oliveira, nesta segunda-feira, no Rio. A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, afirmou que as encomendas de navios e plataformas não são nuvem passageira, mas se destinam a dar perenidade aos estaleiros.
– Não é acaso, é política de governo. Até 2020, o Brasil receberá investimentos de US$ 500 bilhões em petróleo, sendo a maior parte no mar. Queremos reter mais de metade desse dinheiro no Brasil e boa parte se destinará aos estaleiros, com encomendas e serviços – disse.
A dirigente citou que, apenas para o campo de Libra, haverá necessidade de 12 a 18 plataformas e de 60 a 90 barcos de apoio. Na mesma linha, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, lembrou que, na década de 90, por pequenos problemas, extinguiram a construção naval: “Foi a política de matar a boiada quando surge carrapato”. Com ironia, criticou os pessimistas: “As reservas brasileiras de moeda forte cobrem 92% da dívida pública e privada. No momento, apenas a China tem melhor performance. Já os Estados Unidos têm reservas para apenas 0,5% de suas dívidas e a Inglaterra, de 2%. E quem está mal é o Brasil...
O presidente da Frente Parlamentar da Indústria Marítima, Edson Santos (PT-RJ), revelou que, além de encomendas para a área de petróleo, o país precisa viabilizar sua marinha mercante. “O déficit de fretes beira US$ 20 bilhões por ano e a presidente Dilma pretende agir para evitar essa perda”, declarou.
O presidente do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, anfitrião do evento, declarou que os estaleiros já têm quase 400 obras firmes e que sua meta é a busca da competitividade, o que será confirmado com a efetivação de exportações. Como exemplo da luta pela qualidade, Rocha revelou que foi assinado convênio com o Japão para formação de mão-de-obra para estaleiros, através do Senai, que poderá contar com apoio da ANP.
Fonte: Monitor Mercantil/Sergio Barreto Motta
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