A CMA CGM implementará uma sobretaxa de baixa água de US$ 753 por TEU para cargas de longo curso com destino a Manaus a partir de 6 de setembro de 2026. Para exportações partindo de Manaus, a cobrança entrará em vigor em 5 de outubro, segundo comunicado da armadora divulgado em 6 de agosto.
A medida abrange todos os tipos de equipamentos e decorre da previsão de restrições à navegabilidade no sistema do rio Amazonas. De acordo com a CMA CGM, com base em projeção da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, as limitações devem começar na semana 40 — fim de setembro e início de outubro — e se estender, ao menos, até a semana 52, em dezembro.
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Segundo a companhia, a redução do calado navegável durante o período crítico deverá limitar a capacidade de transporte e a utilização das embarcações. A armadora atribui a sobretaxa a custos adicionais com movimentação de carga, adequação da capacidade e alocação de navios, ajustes de rota, pilotagem, administração e outras medidas para preservar a operação no porto de Manaus.
A CMA CGM informou ainda que poderá revisar os arranjos operacionais, os custos e o valor da cobrança caso as condições do rio exijam a utilização de píer flutuante para atracação, movimentação ou transferência de contêineres. A Maersk também anunciou, em 31 de julho, uma cobrança relacionada à baixa água para cargas de e para Manaus, condicionada à materialização das restrições de navegação, sinalizando impacto mais amplo da estiagem sobre o corredor fluvial amazônico.















