RIO – A produção de módulos para plataformas de petróleo e gás está mudando de patamar no Brasil. Um executivo da indústria de engenharia e montagem previu que nos próximos anos pode haver demanda para cerca de 300 módulos de plataformas, incluindo nessa conta a perspectiva de construção de 28 sondas de perfuração no país. Os módulos são plantas que processam petróleo, gás e geram energia, entre outras funções.
Executivos do setor dizem que as encomendas da Petrobras nesse setor estão alterando a maneira de produzir módulos de plataformas no Brasil. Antes, afirmam, as encomendas eram pontuais, para uma ou duas plataformas. Mas a partir da construção de oito unidades gêmeas, chamadas pela estatal de plataformas “replicantes” e que serão usadas no pré-sal da Bacia de Santos, abriu-se a perspectiva de os módulos passarem a ser produzidos em série.
Os módulos podem pesar de 500 a 1,5 mil toneladas e, depois de prontos, são integrados nos cascos das plataformas como se fossem o brinquedo lego. O custo dos módulos também varia. No momento há uma grande licitação da Petrobras em curso para contratar a construção e montagem de 80 módulos para as oito plataformas replicantes em construção em Rio Grande (RS).
Uma fonte da área empresarial disse que se uma empresa ganhar, por exemplo, o direito de fornecer à Petrobras 24 módulos, vai precisar ter área industrial suficiente para produzir 12 módulos de forma simultânea. Mas não é só o espaço físico que conta. “É uma unidade industrial que precisa de equipamentos, de gente treinada e qualificada”, afirmou. Outra fonte disse que os primeiros módulos das plataformas replicantes devem começar a ser entregues em 2013.
(Fonte:Valor Econômico/Francisco Góes )
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