A Marinha do Brasil participou, entre os dias 11 e 14 de maio, no Rio de Janeiro, de exercícios no mar em conjunto com a Marinha dos Estados Unidos, como parte da 11ª edição da operação Southern Seas. De acordo com a força naval, um dos principais destaques foi o USS Nimitz, porta-aviões dos EUA com propulsão nuclear e o mais antigo desse tipo em operação no mundo.
Capaz de operar com mais de 60 aeronaves e cerca de cinco mil militares, o navio tem capacidade considerada quase ilimitada de deslocamento. A participação na operação Southern Seas, pode, segundo a Marinha do Brasil, ter sido uma das últimas missões do porta-aviões, em atividade desde 1975 e com descomissionamento previsto para breve.
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Além do Nimitz, participaram das manobras pela Marinha dos EUA o destróier USS Gridley, da classe Arleigh Burke, e o navio-tanque USNS Patuxent. A participação do Brasil foi com a fragata Defensora, a corveta Barroso e o submarino Humaitá, um dos novos do tipo construídos pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), além dos helicópteros Wyld Lynx e o Esquilo B3e.
Nos quatro dias de manobras, foram feitos exercícios simulados de guerra antiaérea e ações de submarino, além de demonstrações aéreas do USS Nimitz. O contra-almirante Considera, comandante da Segunda Divisão da Esquadra da Marinha, disse que participar de exercícios com força de outro país outra é oportunidade de desenvolver capacidades, além de estreitar laços de amizade.
A Marinha explicou que a Southern Seas, conduzida pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, é feita forma regular e tem como objetivo central a integração entre a Marinha dos EUA e as forças navais dos países parceiros da América do Sul, incluindo a circum-navegação no continente sul-americano.














