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Antaq e Ministério de Relações Exteriores discutem acordo Mercosul-UE

Representantes do Ministério de Relações Exteriores (MRE) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) fizeram uma reunião técnica, na manhã desta terça-feira (11), sobre o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O encontro, que ocorreu na sede da Antaq em Brasília, contou com a participação do diretor do departamento de negociações extrarregionais do MRE, André Odenbreit, e do diretor-geral da Antaq, Mário Povia. De acordo com a agência, o objetivo da reunião foi tirar dúvidas sobre um possível acordo entre os blocos econômicos.

Na pauta, o impacto para o transporte marítimo regional, em caso de aprovação do acordo, cujos termos estão em discussão há quase 20 anos. Nos últimos meses, as empresas brasileiras de navegação têm alertado o governo brasileiro de que o transporte marítimo nacional poderia ser prejudicado se a chamada cabotagem regional fosse aberta a empresas europeias de navegação, como contrapartida à assinatura do acordo. 


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Na reunião na Antaq também estiveram o conselheiro George Marques, chefe da divisão de negociações de serviços do MRE, além de: Ana Harumi (coordenadora de relações internacionais-CRI). Pela Antaq, Bruno Pinheiro (superintendência de regulação-SRG); Sérgio Augusto Nogueira (gerência de regulação portuária-GRP); Rodrigo Trajano (Gerência de regulação marítima-GRM) e Augusto Berton (gerência de afretamento da navegação-GAF). 

Portos e Navios apurou que, também nesta semana, ocorre uma rodada de reuniões com os negociadores para tratar do acordo no Uruguai.  A ideia inicial, segundo uma fonte que preferiu não ser identificada, é tentar uma aproximação das propostas porque a Europa estaria reticente em abrir mão do que Mercosul estava pedindo. A fonte acredita que, como o momento político brasileiro é de transição e existem posições diferentes em relação ao Mercosul no governo eleito, o acordo entre os blocos pode ser adiado. Outra fonte ouvida também não vê esse acordo saindo do papel. "Ainda tem muita coisa para costurar e os demais países do Mercosul querem saber como o Brasil vai se portar para depois decidir como eles vão se posicionar", comentou.

 

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)






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