A CMA CGM deverá ultrapassar a Maersk em capacidade de frota já no próximo ano, consolidando-se como a segunda maior linha de contêineres do mundo, atrás apenas da Mediterranean Shipping Co (MSC). Com base em dados da Linerlytica, o crescimento da carteira de navios encomendados pela francesa coloca o grupo à frente da dinamarquesa em termos de capacidade total prevista, incluindo novas unidades ainda em construção.
De acordo com estimativas de consultorias como Alphaliner e Sea-Intelligence [2025-2026], a CMA CGM deve alcançar cerca de 4,7 milhões de TEU até meados de 2027, superando a Maersk, cuja capacidade projetada fica em torno de 4,5 milhões de TEU no mesmo horizonte, descontadas unidades mais antigas que tendem a ser substituídas. Paralelamente, a MSC amplia sua liderança: a companhia já superou os 5 milhões de TEU em 2023 e, considerando encomendas em carteira, pode aproximar-se de 8,5 milhões de TEU, uma capacidade superior à soma das frotas existentes de CMA CGM e Maersk.
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O avanço da CMA CGM reflete uma estratégia de expansão baseada em megamax de até 24.000 TEU e na diversificação para logística integrada, com aquisições como a Bolloré Logistics impulsionando receitas e presença em serviços complementares ao transporte marítimo. Para o mercado, a mudança no “pódio” dos armadores reforça a tendência de concentração nas grandes alianças e levanta questões sobre como Maersk reposicionará sua atuação em um cenário em que a MSC amplia vantagem e a CMA CGM assume o segundo lugar em capacidade de navios.













