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Taxa de fretes para transporte de contêineres fecha 2025 em alta

As tarifas de frete para transporte de contêineres fecharam 2025 com tendência de elevação nas principais rotas leste-oeste, principalmente entre Ásia e Europa, segundo dados do Índice Báltico de Fretes. Uma das causas principais apontadas pela publicação para a alta das taxas foi a necessidade de desvios ao redor do Cabo da Boa Esperança, no Sul da África, para evitar riscos de ataques de milicianos huthis a embarcações no Mar Vermelho, na região do Canal de Suez. 

Na última semana do ano, as taxas cobradas para transporte marítimos entre portos da Ásia e a maioria dos da Europa aumentaram 1%, chegando a 2.742 dólares por 40 TEU, o que representou elevação de 12% em relação ao que era cobrado no meio do mês. Já as tarifas para rotas entre portos asiáticos e os do Mediterrâneo subiram 4%, para 4.004 dólares por cada 40 TEU, passando de quatro mil dólares pela primeira vez desde o início de julho e ficando 20% acima do registrado na primeira quinzena de dezembro. 


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De acordo com Judah Levine, diretor de pesquisa do Índice Báltico de Fretes, os preços estão sendo influenciados pelo início antecipado da demanda em função do Ano Novo Lunar, que será comemorado em 17 de fevereiro, e pelas viagens mais longas. Ele previu que as taxas manterão a tendência de aumento. 

Nas rotas transpacíficas, desde meados de dezembro as tarifas para a Costa Oeste dos Estados Unidos subiram 9%, para 2.145 dólares por cada 40 TEU, e as para a Costa Leste americana aumentaram 15%, para 3.364 pelo mesmo volume. Levine alertou, no entanto, que “as tarifas enfrentarão pressão de alta quando a demanda aumentar nas rotas transpacíficas antes do Ano Novo Lunar”. 

Em termos de volume, o relatório destaca que, apesar da contração das importações pelos Estados Unidos e de declínio geral associado à guerra comercial iniciada com a imposição de sobretaxas impostas pelos americanos à entrada de produtos estrangeiros, os embarques da Ásia para a Europa, a África e a América Latina levaram a aumento global de 4% até o início do quarto trimestre. Esse resultado, segundo a publicação, foi influenciado pelo aumento de trocas com a China. 

A previsão do analistas é de que as importações dos Estados Unidos voltarão a cair em 2026, com estimativa de 2%, tornando o período de 2025-2026 o terceiro biênio seguido de contração. Mesmo assim, o Conselho Marítimo Internacional e do Báltico (Bimco) avalia que os volumes globais transportados continuarão a crescer, apesar da fragilidade do mercado americano. 

Levine destaca ainda que o mercado inicia o novo ano com sinais mistos porque as tarifas de fretes mantêm tendência de alta nos principais corredores intercontinentais, mas com a demanda pelo transporte marítimo ainda condicionada por fatores geopolíticos, guerras comerciais e sazonais.

 






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