A Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Carga da Bacia Amazônica (Amport) anunciou nesta terça-feira (6) que a substituição de trechos rodoviários pelo transporte hidroviário nos corredores Branco–Negro, Guamá–Capim, Tocantins e Tapajós, na Região Amazônica, resultou em reduções de emissões de gases de 90,87%, 70,28%, 34,83% e 22,09%, respectivamente. Segundo a entidade, os resultados são consequência também da adoção de práticas sustentáveis com objetivo de conciliar eficiência operacional, controle ambiental e desenvolvimento social.
De acordo com a Amport, os ganhos foram conseguidos a partir da implementação do Plano de Controle Ambiental Integrado (PCAI), que orienta os associados da entidade sobre ações de controle, monitoramento e mitigação dos impactos associados às atividades portuárias, de descarga, de armazenamento e de transbordo de grãos na região de Miritituba, no Pará. O objetivo é atender requisitos de licenciamento e garantir a compatibilização das atividades com a gestão ambiental integrada.
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Caroline Arruda, coordenadora de consultoria do Plano, explicou que as práticas sustentáveis adotadas pelas empresas abrangem da gestão de resíduos e efluentes ao monitoramento contínuo da qualidade do ar, das águas superficiais, do ruído ambiental e da fauna terrestre e aquática. Segundo ela, a implementação do PCAI gerou avanços na padronização de procedimentos de monitoramento ambiental, além do aprimoramento dos mecanismos de controle e mitigação de impactos.
Entre os indicadores priorizados pelo Plano, informou Caroline, estão o controle de emissões atmosféricas difusas, especialmente de material particulado, o monitoramento dos recursos hídricos, com foco no Rio Tapajós e no Igarapé Santo Antônio, e o acompanhamento da biodiversidade. Além disso, como parte do projeto, foram desenvolvidas ações de comunicação social, educação ambiental, em diálogo com comunidades do entorno e atenção às demandas da comunidade pesqueira.
A Amport avaliou que já consolidou um modelo mais sustentável com o modal fluvial. O diretor-presidente da entidade, Flávio Acatauassú, disse que, para melhorar ainda mais as ações de sustentabilidade, é preciso reduzir o uso de transporte rodoviário na região, optando por modais menos poluentes. “O desafio é garantir a perenidade da navegação, inclusive nos períodos de seca, e complementar a malha com ferrovias”, afirmou.















