Em 2025, a MSC consolidou sua posição no ranking global de transporte marítimo de contêineres, informou a plataforma de pesquisas de informações sobre o mercado marítimo Alphaliner. Segundo dados da empresa, no ano, as doze operadoras que controlam individualmente mais de 1% da frota global aumentaram sua capacidade combinada em 7,3%, dos quais 39% corresponderam ao crescimento da MSC, que tem sede em Genebra, na Suíça.
A plataforma informou que, no total, as principais transportadoras adicionaram 2,14 milhões de TEUs às suas frotas durante o ano, dos quais 831.400 TEUs foram da MSC. Esse aumento representou expansão de 11,7% em relação ao ano anterior para a companhia de navegação. Por causa desse desempenho, a diferença entre a MSC e a Maersk, segunda colocada no ranking, aumentou para 2,5 milhões de TEUs, contra 1,9 milhão de TEUs no ano anterior.
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De acordo com a Alphaliner, o aumento da capacidade da MSC deveu-se principalmente à incorporação de 54 novos navios, com capacidades somadas de 695.185 TEUs. A eles se somaram embarcações compradas no mercado de segunda mão, que elevaram a 831.400 TEUs o crescimento total de transporte de contêineres.
Ainda segundo dados da plataforma de análise do mercado marítimo, a capacidade de movimentada Evergreen cresceu 10,2%, a da HMM, 12,8%, a da Wan Hai, 9,4% e a da PIL, 13,4%. Já a ZIM foi a única operadora entre as 10 maiores que reduziu sua capacidade em 2025, com queda de 10,7% após vários anos de rápida expansão.
Isso fez que a companhia de navegação israelense caísse para a décima posição no ranking, enquanto a Yang Ming recuperou a nona posição com crescimento de 1,5% em capacidade de transporte. O relatório destaca que a ZIM e a Yang Ming foram as únicas transportadoras entre as 12 maiores que não incorporaram nenhuma embarcação nova em 2025.
As projeções da Alphaliner indicam a possibilidade de mudança, no ranking das principais transportadoras de contêineres, das posições da Maersk, segunda colocada, e a CMA CGM, a terceira. A empresa francesa, com capacidade para 4,13 milhões de TEUs, reduziu a diferença para a Maersk, que tem 4,61 milhões de TEUs, crescendo em linha com a média do mercado, de 7,5%, enquanto a dinamarquesa registrou aumento de 4,3%. Mas, com base na carteira de encomendas atual, não se espera que essa inversão ocorra já em 2026.
A análise da Alphaliner enfatiza o crescimento da capacidade de MSC, que, segundo a plataforma, em um ano aumentou sua frota em mais espaço de carga do que o total combinado da Yang Ming e da ZIM. Além disso, com carteira de encomendas de 114 navios com capacidade superior a dois milhões de TEUs, a maior do setor, a posição da MSC como líder de mercado está garantida a longo prazo, segundo a Alphaliner.
O levantamento da plataforma revela que dos 170 novos navios porta-contêineres recebidos pelas 12 maiores transportadoras em 2025, apenas oito são megamax. "O crescimento da frota em 2025 foi impulsionado principalmente pela entrega de capacidade Neopanamax", informa a Alphaliner.















