As exportações marítimas de minério de ferro mostram desaceleração em 2026, após o recorde de 416,4 milhões de toneladas embarcadas em 2025, quando o Brasil ampliou em 7,1% os volumes enviados ao exterior.
De acordo com análise publicada pelo Hellenic Shipping News, os embarques brasileiros continuam em patamar elevado, mas com crescimento mais modesto em relação ao ano passado, em cenário marcado por ajustes operacionais, sazonalidade e maior volatilidade da demanda chinesa. O movimento contrasta com o desempenho de 2025, quando consultorias especializadas projetavam continuidade da trajetória de alta após o país superar pela primeira vez a marca de 400 milhões de toneladas exportadas em um único ano.
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Dados compilados pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) indicam que, no primeiro semestre de 2026, o setor mineral como um todo exportou 196,2 milhões de toneladas, alta de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025. Dentro desse total, o minério de ferro respondeu por 189,4 milhões de toneladas, também com crescimento de 2,4%, mas em ritmo inferior ao observado em anos recentes, enquanto a receita com as vendas externas da commodity somou US$ 13,4 bilhões, avanço de 5,2% na mesma comparação.
Apesar da desaceleração relativa, o minério de ferro segue como principal produto da pauta mineral brasileira, concentrando 47,2% do faturamento do setor no semestre e mantendo a China como principal destino, com participação superior a 70% dos volumes exportados.













