A Shell anunciou que recebeu a licença para operar como Empresa Brasileira de Navegação (EBN), tornando-se a primeira companhia internacional de petróleo e gás a obter esse tipo de permissão. A empresa informou que, com a autorização, passará a operar o navio tanque aliviador DP Ametista Brasil, embarcação registrada no país e operada com tripulação 100% brasileira.
De acordo com a Shell, o navio será usado no transporte de óleo ao longo da costa brasileira, com foco em operações ligadas aos ativos do pré-sal na Bacia de Santos. A embarcação, construída na Coreia do Sul para a empresa Knutsen NYK Offshore Tankers (Knot), fazia parte da frota afretada pela companhia de petróleo.
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A Shell explicou que a incorporação da embarcação à frota própria permitiu à companhia atender aos requisitos regulatórios para receber a licença de empresa brasileira de navegação. O navio será operado por 48 marítimos brasileiros, que passaram por programa específico de treinamento.
Vinicius Mazzei, gerente comercial da Shell Brasil, disse a atuação no novo segmento visa gerar ganhos de eficiência e financeiros. “Uma embarcação registrada no Brasil e com tripulação local contribui para a redução de deslocamentos logísticos, o que resulta em menor consumo de combustível e, consequentemente, na redução das emissões associadas às operações”, afirmou.
O diretor-executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), Luís Fernando Resano, classificou como bem-vinda a iniciativa da Shell, por ser mais uma empresa estrangeira que aposta na cabotagem brasileira. Ele disse à Portos e Navios que gostaria de ter a nova companhia de navegação como associados da Abac.


















