O Porto de Aratu-Candeias (BA) iniciou a operação de granéis vegetais. A atividade será realizada no terminal ATU 18, com a movimentação de 35.000 toneladas de sorgo. A carga tem origem no oeste baiano e marca o início de uma nova frente logística para o escoamento da produção agrícola da Bahia. Com a ampliação da capacidade operacional, o terminal poderá movimentar até 3,5 milhões de toneladas de grãos por ano. Neste primeiro ano de operação, a previsão é movimentar até 3 milhões de toneladas, com capacidade inicial de armazenagem estática de 120 mil toneladas.
A previsão é que, após novas expansões, a movimentação possa chegar a 7,5 milhões de toneladas anuais. A atual modernização do terminal foi realizada pela CS Portos, empresa da CS Infra, que integra o grupo Simpar. Ao todo, foram investidos mais de R$ 400 milhões em obras de revitalização e melhorias no ATU 18, que passa a ser destinado ao manuseio e armazenagem de granel vegetal, principalmente soja, milho e sorgo.
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Criado na década de 1970 para atender às demandas logísticas do Polo Petroquímico de Camaçari, o complexo portuário manteve, ao longo de sua história, foco predominante na movimentação de cargas vinculadas às indústrias petroquímica e mineral. Com a inauguração dos terminais de granéis sólidos ATU 12 e ATU 18, a estrutura operacional foi ampliada, permitindo ao porto iniciar o processamento desse tipo de carga e diversificar seu perfil de atuação.
O presidente da Autoridade Portuária Federal – Codeba, Antonio Gobbo, que administra o Porto de Aratu, projeta que o terminal vai alcançar a maior movimentação de sua história, com a ampliação da estrutura de retroárea, a construção de quatro silos, cada um com capacidade de 30.000 toneladas, e a automatização das operações por meio das modernas esteiras instaladas no ATU 18.
“Todo esse investimento reduzirá o tempo e os custos das operações e deve gerar um acréscimo de mais de 20% de movimentação de cargas”, afirmou Gobbo, que também projeta crescimento para o Porto de Salvador, após o terminal atingir níveis recordes de movimentação, levando a Codeba a liberar espaços adicionais para atender à demanda das operações.
Para o diretor-presidente da CS Portos, Marcos Tourinho, o início da operação de granéis vegetais no ATU 18 amplia sua relevância estratégica do terminal ao incorporar uma operação voltada ao escoamento da produção agrícola. “Entregamos uma estrutura à altura do potencial do agronegócio, ajudando a reduzir gargalos logísticos, elevar a produtividade e impulsionar o desenvolvimento econômico da região”, disse.
Os recursos foram aplicados na construção de infraestrutura estratégica, como classificadores, tombadores, moegas rodoviárias, pátio para veículos e quatro silos, cada um com capacidade para armazenar 30.000 toneladas. Também foram adquiridos equipamentos de última geração para ampliar a eficiência das operações.
Entre os principais equipamentos instalados está um shiploader dedicado exclusivamente à exportação de grãos, com capacidade de até duas mil toneladas por hora. O sistema permitirá uma produtividade média de até 30.000 toneladas por dia no terminal de granel vegetal.
A CS Portos atua com a operação e modernização dos serviços de desembarque, embarque e armazenagem nos terminais portuários ATU-12 e ATU-18, no Porto de Aratu, em Candeias (BA). Os contratos têm duração de 25 e 15 anos, respectivamente, e podem ser prorrogados por até 70 anos. Os produtos movimentados no local são sobretudo orientados ao agronegócio, como fertilizantes e grãos, além de concentrado de cobre, minério de ferro e magnesita.

















