Empresas ligadas à produção de energia no Brasil e entidades setoriais criaram a 'Coalizão Eólica Marinha' (CEM), definida como espaço de convergência e de colaboração e que tem como objetivo contribuir, exclusivamente, para o desenvolvimento da exploração da energia eólica offshore no Brasil. Segundo comunicado divulgado pela engenharia ambiental Roberta Cox, diretora de Políticas para o Brasil do Global Wind Energy Council (GWEC), a nova entidade pretende estimular o diálogo qualificado, a promoção de boas práticas internacionais, o apoio à construção de um ambiente regulatório propositivo e previsível e, principalmente, "a construção dessa nova indústria como vetor para desenvolvimento sustentável, combate às mudanças climáticas e criação de valor para as comunidades locais”.
No documento, Roberta explica que a iniciativa busca atuar para desbloquear as oportunidades que a fonte eólica offshore oferece aos países que nela acreditam e de forma a complementar outros esforços em curso, “promovendo alinhamento entre diferentes perspectivas, desobstruindo gargalos e apoiando a pavimentação de um caminho sustentável, um catalisador para a fonte”.
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O comunicado divulgado pelos criadores do CME cita a recente aprovação, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), das diretrizes para o desenvolvimento da fonte energia eólica e a continuidade das discussões no âmbito do Congresso Nacional, incluindo a audiência pública a ser realizada no Senado na próxima terça-feira (7), como motivadores para a criação do Conselho.
“Tais marcos sinalizam também a construção material de um ambiente mais estruturado para a consolidação desta fonte de energia no Brasil”, explica o documento. Destaca também que “nas últimas semanas o Brasil tem observado o debate sobre energia eólica offshore, refletido na crescente mobilização de atores públicos, privados e acadêmicos, bem como no aprofundamento técnico e institucional do tema”.
Segundo Roberta Cox, mais do que uma agenda setorial, o uso da energia eólica deve ser tratada como uma agenda de país, já que tem potencial de “impulsionar a geração de empregos qualificados, o desenvolvimento industrial, a dinamização regional e a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor da transição energética”. Ressalta ainda que é “uma indústria verde nova e com recursos que propiciam um potencial gigantesco, entre os maiores e melhores do mundo, com capacidade para gerar mais de 500 mil empregos e superar os 900 bilhões de reais em valor agregado à economia brasileira”, citando estudo recente do Ministério de Mina e Energia (MME) e do Banco Mundial.

















