A Petrobras informou, na última segunda-feira (27), que fechou acordo com a Shell, ONGC Campos e a Enauta Petróleo e Gás (Brava) para a aquisição de 100% de porção do ring-fence do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos. A empresa explicou que o campo detém 0,86% da jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte, relacionada ao Acordo de Individualização da Produção (AIP) vigente desde 1º de agosto de 2025.
Após a conclusão da operação, a petroleira brasileira passará a deter 98,11% de participação najJazida compartilhada de Jubarte. A União, representada pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), manterá a participação de 1,89% referente à extensão da jazida para áreas não contratadas.
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De acordo com a empresa, o valor total da operação será a soma de R$ 700 milhões e de 150 milhões de dólares, e o pagamento será feito em três parcelas, sendo a primeira de R$ 100 milhões, no fechamento da operação, e a segunda de R$ 600 milhões, prevista inicialmente para 15 de janeiro de 2027, mas com possibilidade de antecipação. O terceiro repasse, de R$ 150 milhões, será feito dois anos após o fechamento do contrato.
A Petrobras ressaltou, no entanto, que os valores estão sujeitos a ajustes definidos no contrato e que, com o fechamento da transação, será encerrado o processo de negociação para equalização entre Petrobras, Shell, ONGC e Brava. Além disso, informou a empresa, serão encerradas todas as negociações referentes à individualização da produção ou à equalização de jazidas compartilhadas entre Jubarte e a porção do ring-fence adquirida.
A companhia explicou que as condições econômico-financeiras da transação foram consideradas atrativas e, além disso, será simplificada a gestão do campo, seguindo o Plano de Negócios da Petrobras de fortalecer sua atuação na Bacia de Campos. A conclusão da operação depende ainda do cumprimento de regras previstas no contrato de compra e venda, incluindo a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A jazida compartilhada de Jubarte é operada pela Petrobras de forma integrada à infraestrutura de produção da área conhecida como Parque das Baleias, conjunto de campos na porção norte da Bacia de Campos, em lâmina d’água entre aproximadamente 1.220 e 1.400 metros, cujo principal é o Jubarte. A exploração é feita através das plataformas P-57 e P-58 e os FPSO Cidade de Anchieta e Maria Quitéria, com produção atual de cerca de 210 mil barris de óleo por dia.














